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Ainda dói no fundo do peito


Já faz tanto tempo, mas parece que carrego comigo todas as cenas na íntegra. Como se fosse ontem. Um ontem que nunca passa, que se eternizou no presente, que se nega a ser passado. Ainda dói, sabe? Dizem que eu não superei. Dizem que eu ainda guardo mágoas. Que eu não amadureci totalmente. Mas a verdade é que ninguém conhece o fundo da alma da gente. Ninguém nunca sabe como é conviver com isso todos os dias em que minhas pernas fraquejam, que meu peito chora e que as lembranças insistem em fazer lembrar.
A verdade é que nem sei mais como é que tenho ido. Talvez eu tenha estado esse tempo todo fora do mundo de dentro. Talvez eu tenha me agarrado ao que um dia fui, ao que um dia fomos, a tudo que eu pensei termos sido. Talvez eu tenha paralisado o tempo aqui dentro e jamais olhe pela janela para ver a vida passar sem mim. Ou talvez eu não esteja vendo as coisas como elas realmente são. Talvez eu esteja despencando aos poucos, mas sequer tenho notado. Aí quando dói, dói de uma forma que eu não sei como controlar.
E nem adianta gritar, sabe? Porque, quando dói, dói pra valer. Dói bem no fundo do peito. Ainda. Dói. Demais. Ainda. Machuca. Muito.

Notas sobre uma manhã ensolarada


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Há tanta gente aqui. Tanta gente por aí. Todo mundo tão junto, todo mundo tão separado. Uma multidão. Multidão de vazio, talvez. Multidão de egocentrismo, quem sabe. Sempre há de tudo por aí, não é mesmo? Como nesse exato momento: vejo pessoas rodeando a praça principal da cidade. Andam tão juntas, ao mesmo tempo tão sozinhas. Todos por ninguém, muitas vezes. Um por todos e todos por um? Raro. Um por um mesmo? Normal. Será egoísmo? Será medo uns dos outros? Serão as muitas tentativas de vencer na vida que não permitem que um dê a mão ao outro? Serão as diversas vezes em que nossa mãe disse para não falarmos com estranhos? Aprendemos a ser um estranho perfeito. Aprendemos a ser um só, mesmo em uma multidão.

Ilustrando Traços: Últimas ilustrações

   Olá, galera! Não abandonei o blog, apesar de ele estar desatualizado há uma semana, mas a vida corrida atingiu em cheio por aqui. Tenho trabalhado ilustrando, estudado muito (mestrado é incrível, porém exaustivo também), além das leituras que tenho que cumprir. Falando assim até parece que não é tão difícil, mas não tenho dado conta tão facilmente assim.
Vocês já me acompanham lá no Ilustrando?
      Para atualizar vocês um pouquinho do que ando aprontando por aqui (tenho trabalhado em alguns projetos dos quais ainda não posso mostrar). 
       Saíram algumas novas ilustrações, vim mostrar para vocês!
Ah, quero saber de qual mais gostaram!

Você nunca quis ouvir adeus


Não é adeus que você quer ouvir, mas nunca foi capaz de me dizer que vai ficar. Nunca me pediu para ficar. Nunca me pediu para não ir. Nunca me pediu para estar ao seu lado no próximo amanhecer. É muito nunca para um amor de tantos anos. É muito “ainda não” para um amor que cresceu tanto. Não é adeus que você quer ouvir, mas é o adeus que você tem pedido a cada silêncio, a cada nota não tocada, a cada palavra não dita e olhares desviados.

Nunca.

Nunca é uma palavra tão grande, acho que foi isso que aconteceu: fomos engolidos pelo o que nunca tivemos oportunidade de ter. Mas eu não quero dizer adeus, só que a razão sabe para onde é que está sendo varrida nossa história. Não é amor quando o que fazemos é deixar rolar. Não é amor quando o que tentamos é algo sem definição por já ter sido definido demais. Não é amor quando o que a gente faz é fingir que está tudo bem. É tudo, menos amor. Mas talvez seja apenas os efeitos do nunca que não temos coragem de viver.

#Resenha: Como esquecer um cafajeste - Simone Lemos

Título: Como esquecer um cafajeste

Autora: Simone Lemos

Editora: Alicanto

Páginas: 286

Ano de publicação: 2017

Onde comprar: Amazon | Livraria cultura

“Lembre-se do que você realmente quer para sua vida e mantenha o foco no sonho, não no cafajeste.”

A História

Imagine que em sua vida vive um cafajeste. Não, não é o tipo de cafajeste amador, é o tipo de cafajeste profissional. Um cara charmoso, bonito, gostoso e que sabe que é tudo isso. Que sabe ser tudo isso e muito mais. Agora imagine que você tem um “relacionamento” com esse cara há mais de dez anos. Sim, 10. Só que você sempre quis mais... sempre teve esperança.

Então, de repente, a vida dá um tapa na sua cara e te faz perceber que já basta. O que você faz? Afinal, como é que faz para esquecer o cara que você gosta? Como é que faz para esquecer um cafajeste da p****?

Novidades: Ilustrando Traços


Oi, gente! O blog está desatualizado já faz quase uma semana e isso me corta o coração. A vida anda beeeem corrida do lado de cá, sorry. No entanto, estou aqui para trazer uma novidade bacana (pelo menos eu espero que seja).

Sou uma pessoa bastante eclética. Gosto de tanta, mas tanta coisa que nem sei elencar. Jamais me peçam para listar, principalmente se for por prioridade. Dentre essa minha mania de gostar de tudo um pouco, venho apresentar mais um hobby meu: ilustração. Sim, amo ilustração, seja em desenho à mão (o que não é meu caso, vão ver o desastre daqui a pouco), seja em vetor (aqui eu me encaixo), pintura, grafite... tanto faz. Se é arte, me ganha. Se faz sentido pra mim, me tem. Se me faz sentir coisas estranhas, nem se fala.

Melhores frases da semana


Oi, gente! Vocês sabem que tenho uma página no Facebook na qual divulgo as postagens do blog, mas também publico frases, trechos de textos e o que mais vier em mente? Então, se não conhece precisa conhecer: clique aqui.

Agora irei reunir as frases mais curtidas/compartilhadas em uma única postagem aqui, o que acham? Assim eu tenho uma ideia do que mais gostaram e mais gente pode ter acesso a elas. Sem contar que quero deixar o blog e a página mais juntinhos, portanto, vamos falar do que rola por lá aqui também.

O que ficou para trás

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Saudade

Palavra simples

Importância grande

A mais pura eternidade



A saudade ninguém chama

Ninguém espera

Ninguém ama

Mas todo mundo deve tê-la



A saudade mancha as vistas

Escorre pelas linhas tortas

Que nunca dizem tudo

Mas que expressam muito



A saudade embaça a visão

De quem tem um coração

Que vive pedindo arrego

Ao caos da paixão



A saudade não chega suave

Ela vem e faz a bagunça

Deixa tudo desvirado

Como se estivesse numa luta



Somos seu brinquedo

Carregados pelo mundo inteiro

Querendo ou não a sentimos

E a vemos partir sem nem nos despedirmos



Saudade é coisa esperta

Entra e sai sem ser chamada

Vai e vem sem ter um mapa

Sempre vê o mundo em espera



Nem bate nem chama

A porta para ela não existe

Sua entrada é um exílio

Que abandona quem ama



Ela fica de vez em sempre

Quando encontra a alma da gente

Às vezes vai por vontade própria

Ela é a pura inconstância mórbida



Tento lhe dizer que nem sinto

Mas a verdade é que sinto tanto

As vezes penso estar mentindo

Como se estivesse apenas sonhando



A saudade é uma miragem?

Ou a miragem é que é saudade?

Querem dizer que é normal

Mas a vida não é mais ocasional



Sinto tanto que às vezes nem sinto

Ou tento fingir que já senti demais

Às vezes acredito que a saudade já se foi

Quando ainda estou lembrando o que ficou para trás.

#Proseando: O perdão que rega nossa alma e transforma a dor


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Em alguns anos atrás, uns quatro ou talvez cinco, eu jamais escreveria sobre esse tema. Mas a gente cresce não é verdade? Pensando bem, eu até poderia escrever sobre isso, mas jamais com a visão que pretendo trazer para essas linhas.

Acontece que falar sobre perdão é como falar sobre dor: ninguém entende aquilo que não sente. No entanto, perdão é diferente de dor por uma razão: ele pode transformar a dor em algo melhor. Sim, o perdão muda tudo. Só que eu não sou tola ou hipócrita ao ponto de dizer que é simples assim. Não é nada simples. Aliás, é uma das coisas mais difíceis de se conceber.

#Resenha: Não chore, não - Mary Kubica


Título: Não chore, não
Autora: Mary Kubica
Páginas: 304
Ano de publicação: 2018
Onde comprar: Amazon | Saraiva

A História

Com sua amiga desaparecida, Quinn se vê obrigada a vasculhar a vida da tão perfeita Esther a fim de tentar descobrir o que pode lhe ter acontecido. A polícia parece não ajudar no momento e ela só pode contar com um amigo do serviço, que também é amigo de Esther, para poder tentar juntar as peças do seu sumiço.
Conforme ela vasculha a vida da amiga com quem divide o apartamento, começa a pensar se realmente a conhece de verdade. Quem é realmente Esther? Esther que parecia tão perfeita e amável agora pode ser que esteja se mostrando de outra forma, afinal, todos temos segredos. Quinn encontra nas coisas de Esther cartas endereçadas a “Meu bem” e mais algumas outras coisas estranhas das quais jamais desconfiou. Quem é realmente Esther? Quando Quinn descobre algo mais sério que envolve a amiga, toda a sua confiança vai por água abaixo. Será que Esther...?

5 livros com melhores amigos (parte 2)


Oi, gente! No dia 20 de julho desse ano fiz uma postagem em que falo de cinco livros com melhores amigos, leia aqui. No entanto, resolvi fazer uma segunda versão dessa postagem simplesmente por ter percebido que amo ler livros com melhores amigos. Vocês também curtem? Na minha vida pessoal não há muito essa coisa de ter vários amigos, sabe aquele personagem sozinho no canto da sala? Sou eu. E tudo bem. Eu gosto da minha companhia, sabe? (pausa para um riso tímido). Mas quando leio casos de melhores amigos, percebo o quanto pode ser importante para nós abrir um espacinho para eles em nossa vida.

Pensando nisso, separei mais cinco livros que mostram que há amor entre amigos e que, sim,  muitas outras coisas também. Vamos conhecer um pouco mais  dessas histórias?