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#Resenha: Meu Maior Presente - Mila Wander



Título: Meu Maior Presente

Autora: Mila Wander

Páginas: 352

Editora: Essência

Ano de Publicação: 2017

Onde Comprar: Amazon / Saraiva



Demorei tanto a me encontrar que, quando me achei, percebi que simplesmente havia perdido quem me fazia querer ser eu mesma.”


A História

Lucas já começou a sua vida de uma forma bem complicada. Ele foi abandonado por sua mãe em um orfanato com apenas dois anos de idade e lá viveu por muito tempo. Por muitos momentos durante esse tempo, ele sofreu muito pelo fato da rejeição e solidão. Aos seus nove anos, em um belo Natal, ele recebe um lindo presente. Havia muito tempo que deixou de pedir brinquedos e roupas e resolveu se dedicar em pedir ao bom velhinho um presente que ninguém nunca imaginou ser possível.

Ele desejou uma família.

E ele conseguiu realizar através de Heloísa e Levi, quando, nesse mesmo natal, se conheceram, através dessa linda carta, e juntos construíram uma família com bases sólidas, onde o amor se faz sempre presente.

Foi aí que Lucas foi adotado, e alguns anos depois chegou Mel para completar a família. O que ninguém poderia imaginar é que o amor construído entre Lucas e Mel fosse passar do que um irmão sente pela irmã. Ele começou a ver sua irmã de uma outra forma e isso mexeu muito com seu modo de viver, fazendo com que eles se afastassem para tentar não nutrir esse sentimento que já era bem maior do que imaginavam.

Passaram por várias fazes da negação desse sentimento, ao ponto de prejudicar totalmente a felicidade de ambos, levando a revolta e a culpa de algo que não era capaz de controlar. Lucas e Mel só pensam em não prejudicar sua família com a dor desse amor proibido e, com isso, tentam o máximo não transparecer algo que já está bem na cara.

Que tipo de amor é esse que os personagens estão vivendo? De irmãos para namorados, será que isso é possível?

Esse livro nos mostra um amor proibido, que vive em meio a muitos preconceitos e que a aceitação é algo bem mais complicado do que já foi imaginado.

Duas pessoas que sempre se amaram como irmãos, acabam começando a enxergar o outro com outros olhos.

Eu te digo sim todos os dias


Fonte
Eu me pergunto o que será de nós. Em um amanhã louco. Em uma estrada distante. Em mundos opostos e travesseiros separados por milhas e milhas. Eu me pergunto, onde estarei. Em uma desilusão estranha com a vida. Ou aos prantos em um quarto abatido. Aqui, ali, lá, menos perto o suficiente. Menos certo o suficiente. Eu me pergunto o que, de fato, é suficiente. A espera pelos dias melhores. Os sonhos acerca dos dias melhores. O desejo ou a determinação? O que resta se o que sobra é apenas a incerteza das escolhas?

Eu me pergunto quando. Quando vamos deixar de viver dias intermináveis sem terminar qualquer um deles ao lado um do outro. Ao fechar os olhos e sussurrar boa noite. Ao estalar o último beijo do dia em nossos lábios fundidos. Eu me pergunto, até quando? Até quando vamos ser assim, estar aqui, mas completamente lá do outro lado. Ser aqui, mas viver por lá. Querer aqui, mas nunca ficar.

Como poderemos ainda ficar se o que mais fazemos é ir embora?

#Resenha: A desconhecida – Mary Kubica


Título: A Desconhecida

Autora: Mary Kubica

Editora: Planeta de Livros Brasil

Páginas: 352

Ano de publicação: 2017

Nota da leitura: 4 /5

Onde comprar: Amazon / Saraiva 



A História

Heide trabalha em uma ONG que atende refugiados e pessoas em situação de risco. Não é a toa que ela acaba por se preocupar muito com uma adolescente que vive vagando pelas estações de trem com um bebê em seus braços.

Dias vão, dias vêm, Heide acaba por se compadecer completamente por Willow, a adolescente, e Ruby, a bebê, em uns dias de clima pesado, gelado e tempestuoso. Desorientada, Heide as carrega para dentro de sua própria casa, podendo pôr em risco sua família, mas ela sequer cogita essa ideia. Willow e Ruby lhe parecem tão inofensivas…

A verdade é que elas estão precisando urgentemente de ajuda. Com fome e frio, sem ter para onde ir, onde se abrigar, Willow acaba aceitando a ajuda. Já na casa de Heide, mesmo debaixo de toda a quentura do lugar, com comida farta, um lugar para dormir e tomar banho, Willow continua apreensiva. Ela é uma caixinha de mistérios. E não vai entregar a chave a ninguém, se é o que quer saber.

Indo contra sua família, Heide esconde as duas debaixo de seu teto, mas sequer poderia imaginar que tudo iria acabar como acabou.

#Resenha: Outros jeitos de usar a boca – Rupi Kaur


Título: Outros jeitos de usar a boca

Autora: Rupi Kaur

Editora: Planeta de Livros Brasil

Páginas: 206

Ano de publicação: 2017

Nota da leitura: 5/5

Onde comprar: Amazon / Saraiva 





Sobre o livro

Esse não é um livro qualquer. Já devo começar avisando que esse livro vai mexer com toda sua estrutura emocional. Fim de papo.

Primeiramente, se trata de um livro de poemas. O maravilivro é divido em 4 partes. As partes são nomeadas como: a dor, o amor, a ruptura, a cura.

Só de saber que essas são as partes do livro, você já sente uma emoção estranhamente íntima, como se o seu interior estivesse sendo lido, lentamente.

Como já se pode perceber, em cada parte dessa é abordado sobre um assunto. Ou seja, em a dor o livro fala sobre os momentos de dor que nós vivemos. Em o amor, a mesma coisa, é o lado mais amorzinho do livro, sendo que o mesmo, nem mesmo nessa parte, deixe de trazer questões relevantes para pensarmos mais sobre. Em a ruptura, são os momentos onde nos sentimos quebradas, de fato. São aqueles momentos onde tudo parece ser o fim. E aí, vem a cura, que são os momentos em que a gente entende mais sobre si mesma, sobre o mundo ao nosso redor e, o mais importante, é quando a gente passa a se aceitar.

Vale ressaltar que o livro é voltado para o universo feminino, ou seja, é um livro maravilhoso sobre o emponderamento feminino. O livro reúne várias questões sobre as mulheres, sobre sentimentos, sobre perda, amor, saudade, sexo, relacionamento, abuso, aceitação, questões sobre o corpo etc.. Em cada assunto, há um questionamento por trás, sabe? Nos deixa sem palavras muitas vezes, porque estamos sentindo tanto que não sabemos como definir. 

Daí que a gente cresce e pronto…


Quando a gente cresce
Fonte
Já não somos mais os mesmos de quando tínhamos sete, oito ou até mesmo nove anos. Onde ficávamos uma tarde inteira a correr juntos com os amigos, mandávamos bilhetes fofinhos em meio a aula, fazíamos de tudo para arrancar um sorriso de quem gostávamos. Onde, no começo do anoitecer, nos rendíamos sentados em qualquer calçada para ver cada estrela surgindo naquele vasto, lindo e misterioso céu.

Nossa, caramba! Isso é uma droga... perder isso é uma tremenda droga! Toda aquela inocência, pureza e leveza da vida. Pois é, o que podemos fazer?! Se tudo que é novo nos dá um imenso medo, sempre! Mas é só o que nos resta a fazer: recomeçar. Sempre é tempo de recomeçar e isso nos dará medo, isso é algo que não podemos evitar, porque medo sempre existirá mediante as coisas novas que iremos fazer e não é pouco. Porém, é preciso, sim, é preciso haver começos, meios e principalmente os fins de toda história vivida, contada e até mesmo aquelas que foram somente sonhadas.

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