Você é uma criança vivendo em um mundo marcado por discriminação e racismo. De repente, o seu cotidiano ganha um peso inesperado quando descobre que seu pai, advogado, decidiu defender um homem negro.
A partir daí, tudo muda. Sua família passa a ser alvo de julgamentos e preconceitos na cidade. Afinal, aos olhos de muitos, defender um negro é manchar o nome de uma família branca.
Ainda em formação, tentando entender o mundo e o que é certo ou errado, você começa a se questionar: seu pai está fazendo a coisa certa?
Ele deveria defender um homem acusado de estupro ou simplesmente seguir as normas impostas pela sociedade, como todos parecem fazer?
Mas… é justo que alguém seja visto como culpado apenas pela cor da sua pele? O que, afinal, esse homem fez para merecer isso?
Em O Sol é Para Todos, acompanhamos uma história que provoca reflexões profundas sobre a vida como ela é: muitas vezes, injusta.
Pela perspectiva de uma criança, somos convidados a mergulhar em seus pensamentos, dúvidas e descobertas sobre o mundo ao seu redor. E há algo de especialmente marcante nisso — enxergar tudo através de um olhar ainda puro, autêntico, não moldado pelos padrões sociais.
O livro traz reflexões poderosas e nos faz sentir, de perto, as incertezas de um contexto social que, mesmo com o passar do tempo, continua atual.
Gostei bastante e recomendo para quem aprecia histórias com esse tipo de profundidade.
