#4: Se EU fosse EU 2.0

by - abril 23, 2020



Quando eu começo a ficar com vergonha, ou sinto um constrangimento tornar-me fraco, digo: se eu fosse eu e tivesse vergonha e constrangimento de algo, quem eu seria? Pode parecer boba, tonta e inútil, mas muitas vezes, esta frase me ajuda. 

Se poderia existir um "eu" sem vergonhas, sem constrangimento e com bastante coragem, por que ele não poderia ser "eu"? A pergunta se torna complicada de dizer e de se pensar. Ou melhor, sentir.

Se você fosse você, como seria e o que faria? Seria forte? Corajoso? Valente? Sem medos? Ora, o que você faria sendo "forte", "corajoso", "valente" e "sem medos"? Já fiz tais perguntas para várias pessoas. Nenhuma me respondeu. 

Por não haver respostas para minha pergunta, concluí: se as pessoas fossem pessoas, elas seriam tudo, só que com "medos" e "fraqueza". Todo eu tem medos e fraquezas. Porém, olhe bem: se eu fosse eu, queria sentir todos os atos gratuitos e todos os sentimentos do mundo. Do êxtase da felicidade clandestina ao amargo regresso de uma vida.

"Se eu fosse eu" traz uma coisa que não foi nunca dita: a mentira. Pois parece que este primeiro "eu" quer se tornar algo que não é — e que nunca vai ser. Quando você quer ser algo que não é, a mentira, aquela que também esconde a hipocrisia, se torna a "verdade" absoluta de tudo. OU SEJA, é mentira, você não é.

Tendo a certeza que nós somos nós, e não que "fossemos", termino aqui com uma sentença: se eu fosse eu, poderia ser nada, contudo queria ser mucho louco. É uma certeza da vida.

Até a próxima coluna, queridos! =)

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