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#Resenha: Príncipe Partido – Erin Watt


Título: Príncipe Partido (The Royals, Vol. 2)
Autora: Erin Watt
Editora: Planeta de Livros Brasil (selo Essência)
Páginas: 352
Ano de publicação: 2017
Nota da leitura: 3,5/5
Onde comprar: Amazon / Saraiva

Essa resenha, apesar de ser sobre o segundo livro da trilogia The Roylas, não contém Spoilers.

A História
Reed está apaixonado por Ella. Agora, depois de tudo que passaram, ele a quer por perto. Ele sente-se melhor quando está com ela. No entanto, uma das merdas que cometeu em sua vida vem à tona justamente quando eles estavam se entendendo. Pior, Ella acaba o flagrando. E ele acaba enlouquecendo ao saber, no momento exato do flagra, de algo capaz de destruir não só seu relacionamento recente com Ella, mas sua família.
É nesse momento que ela faz o que sempre fez: foge.
É nesse momento que ele faz o que sempre fez: se destrói.
Ambos estão se destruindo. Ambos estão à mercê de uma história avassaladora, algo que é o maior arrependimento de Reed. O rapaz rebelde que sempre esteve no controle de tudo acaba por descobrir que não está mais comandando nada, que dirá sua própria vida. Ele não sabe mais como consertar tudo e teme ter perdido Ella para sempre.
Ele precisa encontrá-la. Ele precisa reconquistá-la. Fazê-la entender o que realmente aconteceu, mas, para isso, terá que assumir todas as suas merdas. Que não são poucas.
Todos estão contra ele. A escola está entregue nas mãos da pior pessoa. Tudo está desmoronando de uma hora para outra.
Mas ele decide não desistir.

Personagens principais
Reed é um cara rebelde. Totalmente fora de linha e sem juízo. No entanto, algo está mudando dentro dele, agora, o playboy está totalmente amarrado em Ella. Apaixonado, eu diria, algo bastante previsível desde o primeiro livro. Mas Reed é o cara cheio de defeitos e podres drásticos do passado. Sua maior vergonha é ter de assumir as coisas que se submeteu a fazer para se vingar do pai. Nesse livro, conhecemos um lado diferente de Reed. Um lado mais amorzinho, mais paz e amor, mais quase humano, porque, sim, ainda falta muito. Esse novo Reed se importa. E o mais importante, quer mudar.
Ella é a mesma, porém, agora, ela tem mais uma dor para a cota. E, mesmo com seu lema de que pode dar conta de tudo sozinha, ela se vê perdida mais uma vez e teme que, desta vez, seja pior. Ela era feliz. Mesmo com todas as consequências que a vida lhe fez passar, com seu amadurecimento trágico e precoce, com a doença de sua mãe e tudo que teve de passar para sobreviver. Ela era feliz. Porém, agora, já não sabe mais. Agora que tem tudo: mora em uma mansão, tem uma herança que sequer consegue imaginar o valor, quarto só para ela, comida farta e uma, acho que, família, já não sabe mais se é feliz. Então ela entende que dinheiro não compra felicidade. Ela entende que as pessoas que mais têm, podem ser as que mais botam a perder.
Ella não confia mais em Reed. Será que os dois, realmente, se merecem? Ou são a destruição um do outro?
Personagens secundários
Callum está mudando. Algo nos mostra que ele está se importando mais. Logo que a sua tutelada, Ella, foge, ele se vê desesperado à sua procura. Não vai deixar barato e fará de tudo para trazê-la para casa, tudo mesmo. No entanto, o seu maior problema agora é outro: Brooke. De um jeito ou de outro, ele terá de assumi-la agora. Talvez não haja escapatória mais.
Consternados, os irmãos Roylas estão cada vez mais inconsequentes.
Gideon tem um podre. Um podre bem grande, mas isso a gente já imaginava desde o primeiro livro, certo? Só que agora, um de seus irmãos, sem ser Reed, claro, irá descobrir tudo. E as coisas podem pegar mais para o lado dele. Além disso, ele não vai gostar nadinha de Ella ter fugido por causa de Reed, sua sombra, e, principalmente, da notícia que a sua madrasta tem para dar.
Easton está cada vez mais se afundando em suas merdas. Nesse livro, Easton vai testar sua paciência até o fim. Você vai ter vontade de socá-lo. Mas, no fundo, vai acabar deixando para lá, já que se pode esperar absolutamente TUDO desta família perturbada. Easton, no fundo, é um amorzinho, quando não é um babaca na maior parte do tempo.
Os gêmeos, Sebastian e Sawyer… meu Deus. Pronto. Já os defini.
Wade é, pelo visto, o melhor amigo de Reed. Ele tenta de tudo, depois que todos se viram contra Reed, controlá-lo. Colocá-lo na linha. Mas Reed não está se importando muito senão com sua amada Ella. Wade é um pegador, como todos daquela escola maluca, porém, ainda tenho expectativas a mais para ele. Não me pergunte o motivo.
Valerie é a melhor e única amiga de Ella desde que a garota chegou ali. Elas se identificam muito, pois vivem a mesma situação: são tuteladas de gente rica. Valerie sofre uma decepção amorosa e Ella acaba tendo que apoiá-la mais do que nunca. Só que Valerie também faz o mesmo por Ella, mesmo discordando um pouco das atitudes da amiga.
Capa, escrita e detalhes
A capa é bem fofinha. Eu adorei a primeira e a segunda está muito linda também. Eu recebi a prova do livro, então minha capa é um pouco diferente do livro comercializado, mas dá para ver que é linda, né?!
A escrita do livro é envolvente e fluída, como no primeiro livro. No entanto, não foi tão envolvente assim para mim como foi no anterior. Eu devorei o anterior, já nesse foi mais lento. E olha que o livro é cheio de reviravoltas, mas achei que custaram muito a acontecer. Não é algo que atrapalha, só que me deixou esperando. Hehe. É uma escrita clara, simples e leve.
Nesse livro, conhecemos bem mais dos personagens que, no livro anterior, são cheios de segredos e contradições. Também conhecemos mais sobre a história da família Royal, sobre a morte da mãe e tudo o mais. Então, antes disso, os acontecimentos giram em torno da fuga de Ella. Depois, em torno de Ella novamente, sobre o julgamento alheio e a escola de merda em que estudam. Aí rola umas paradas sinistras com Reed. Rola bastante desentendimento de início, mas depois tudo se resolve.
Após todas essas questões, o livro retrata, finalmente, o desenvolvimento da história, o problema já citado logo de início e, quando você pensa que vai descobrir tudo… Pá! O livro acaba. Sim, gente, o livro é o segundo, e tem o terceiro vindo por aí e você vai pirar com o final surpreendente desse livro, apesar de que, euzinha aqui, que não é boba nem nada, já estava esperando. Hahaha. No entanto, até para quem já estava esperando, vai ser surpreendente com a forma com que acontece!
Conclusão
Então, eu gostei do livro, mas, ao contrário do outro, este eu gostei com ressalvas.
Tenho sérias críticas.
Não sei se foi após ler algumas outras resenhas do primeiro livro que divergiam com a minha. Mas, muito provavelmente, por eu ter visto a primeira história apenas por um lado e, após ler outras opiniões ter visto por outros lados, pude ter uma visão mais ampla nesse segundo livro.
Se eu disser que não notei tais questões no primeiro livro, estarei mentindo. Notei, sim. Mas, como disse, levei seriamente para um lado: o lado em que as autoras quiseram mostrar o quanto as aparências podem enganar e que, mesmo você tendo tudo (no quesito de riqueza), ainda assim comete erros. Levei para o lado em que a intenção foi de mostrar a imperfeição que existe na vida “perfeita”.
Já nesse livro, eu vi detalhes que me deixaram incomodada. Foi abordado de forma muito grotesca e desumana a questão da violência que, no primeiro livro, para mim, era apenas coisa de adolescente e era exatamente isso que as autoras queriam mostrar. Mas, nesse livro, as coisas ficam bem mais séries e, embora a as autoras possam ter mesmo essa ideia de mostrar o lado ruim dos adolescentes ricos, achei que ficou bem pesado da forma com que foi abordado esse tema. Em momento nenhum se nota aversão à violência, pelo contrário, parece que todos os personagens aceitam com muita facilidade e isso acabou me deixando muito incomodada.
Outra coisa é a questão do machismo. Sim, tem machismo no livro. Principalmente do lado dos personagens masculinos. Coisa que eu notei no primeiro, mas que não me incomodou tanto como nesse. O que mais me desagradou na questão do machismo foi outro assunto ainda, a questão da possessividade abordada por alguns personagens. A ideia de que se pode ser dono de alguém me tira do sério.
Por outro lado, apesar dessas questões horripilantes, o livro aborda assuntos interessantes como a questão que já citei sobre a ideia de vida perfeita que temos. Sobre a ideia de que temos que controlar a vida dos outros, principalmente. A ideia de que as pessoas podem ter e fazer tudo o que querem porque têm dinheiro. De que podem, principalmente, pisar nos outros a sua volta. Foi abordado assunto de família. O que acontece quando os pais não dão a mínima para os filhos e só pensam nos bens materiais, no dinheiro, na riqueza. O que acontece quando você perde a confiança nas pessoas e das pessoas. O que acontece quando você só pensa em vingança, como você deixa de viver sua vida para viver querendo acabar com a vida dos outros. E uma série de outras questões bem agressivas, como traição, perda, tragédia etc..
Se recomendo? Sim. Principalmente para aqueles que já leram o primeiro livro, por favor, entrem comigo nessa e vamos ver se afundamos ou não nesse navio. Já para outros, eu recomendo muito o primeiro livro – que adorei – e esse segundo recomendo com ressalvas. Porém, saibam de uma coisa: essa trilogia é daquele tipo que ou você gosta ou odeia. Leia e tire suas próprias conclusões.
E se as questões críticas que citei aqui não te incomodam, não perca tempo! Leia logo!
Citações importantes
Sou muito bom nisso. Mentir se torna quase natural quando você esconde a verdade todas as horas do dia.”
Olhos como o Atlântico. Cinza-tempestade e, então, um azul calmo, incrivelmente profundos. Eu me perdi naquele olhar mais de uma vez.”
Ele fica de um lado da lateral e eu, do outro. A distância entre nós é maior que um estádio. Porra, o Atlântico inteiro caberia no vão que está crescendo entre nós.”
Não diga coisas das quais vai se arrepender. Não diga coisas das quais não poderemos recuar.”
Eu tinha passado os últimos anos tentando destruir tudo ao meu redor. Quem podia imaginar que o sucesso teria um gosto tão amargo.”
Já tive momentos de felicidade eufórica. O problema é que a queda dói pra caramba.”
Ela segura meu pulso e beija a palma da minha mão. Parece uma marca. A marca dela. Quero fechar a mão e segurar o beijo ali.”
Nota da leitura:


E você, já leu? Conhecia o primeiro livro? Conte-me o que achou da resenha, do livro, do blog. Conte-me tudo! 

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