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#Resenha: O ar que ele respira – Brittainy C. Cherry Por Editora Record


Título: O ar que ele respira
Autor: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Páginas: 308
Ano de publicação: 2016
Onde comprar: Saraiva *

A História
O livro conta a história de Elizabeth que, após um ano da morte de seu marido, Steven, decide voltar para sua cidade e enfrentar todas as lembranças, apesar de ela ainda sentir a dor da perda, mas é Emma, sua filha de 5 anos, que lhe dá forças para seguir em frente e tentar recomeçar.
Tudo parecia normal quando retornou, até ela esbarrar com seu novo vizinho. Tristan é o cara que caiu na boca do povo por causa de seus mistérios e grosseria. E parece que suas vidas, agora, estão entrelaçadas.
O que muitos não sabem, mas Elizabeth descobre, é que Tristan é assombrado por duas grandes perdas: o filho e a mulher. E que, desde então, se atrofiou na tristeza. Agora ela não consegue se desvencilhar de Tristan e, embora ele sempre tente a afastar, Elizabeth tenta ajudá-lo a lidar com sua dor, mas dentro de si mesma a dor é impenetrável.
Ele faz de tudo para que ela não entre em sua vida, sem saber que suas vidas se cruzaram bem antes de eles se encontrarem.
Personagens principais
Elizabeth é uma mulher muito bonita e que está passando pelo pior momento de sua vida: seu marido morreu. Com sua filha, ela tenta enfrentar as lembranças do passado, superar a morte de Steven e seguir em frente, mais por Emma que por ela mesma. Agora que ela voltou para sua antiga vida, mesmo sem Steven, vai tentar enfrentar seu lado sombrio, seus pesadelos e tristeza.
Tristan é vizinho de Elizabeth. Ele também sofreu uma perda recente, sua mulher e seu filho morreram em um acidente. Desde então, ele vem se escondendo da vida, dos pais e de todos. Angustiado pela perda dos dois, ele trabalha na loja mais estranha da cidade e apenas respira, sem buscar realmente respirar, pois vive assombrado pelas lembranças dos dois, além de se culpar pelo ocorrido.
Personagens secundários
Faye é a melhor amiga de Elizabeth, uma menina extrovertida e muito companheira que faz de tudo para ajudar Elizabeth. Vive dormindo com um e com outro, dando nomes aos seus pênis sem demonstrar preocupação em ser amada ou selar compromisso, mas, no fundo, ela foge de se apaixonar, mesmo querendo alguém que a ame de verdade.
Tanner era o melhor amigo de Steven e agora ele está de volta na vida dela, estendendo sua mão para ajudar a qualquer momento. Padrinho de Emma, Tanner é ambicioso e astuto, não mede esforços para conseguir o que quer, mas demonstra ser um bom homem e, acima de tudo, amigo dela também. Oferecendo sua companhia e proteção, ele ronda a vida de Elizabeth.
Capa, escrita e detalhes
A capa do livro é maravilhosamente linda e tem tudo a ver com a história. O título também, inclusive. É encantador! Agora, a escrita desse livro… é simplesmente incrível! Ele é contado em primeira pessoa, ora por Elizabeth ora por Tristan. E a gente sente toda emoção que eles passam. Toda a dor da perda (quem nunca perdeu alguém que amava?) que eles sentem, nós acabamos sentindo também. A leitura é fluída demais e você não consegue parar de ler.
Em alguns capítulos, o livro conta como as perdas aconteceram (estão datados) e é assim que a gente vai desvendando como tudo aconteceu na vida deles até que eles se transformassem em outras pessoas, com seus destinos totalmente ligados.
Conclusão
Eu amei muito esse livro! Li ele enquanto estava viajando e não consegui parar de ler… Gente, eu fui lendo no carro (4 horas de viagem) e voltei lendo. É incrível como a história nos prende desde o início! São duas histórias que estão totalmente entrelaçadas e a gente vai descobrindo tudo aos poucos. Cada um com sua dor, com seu lado sombrio e suas lembranças do passado que não conseguem esquecer. Cada um com suas dificuldades em seguir em frente.
Recomendo muitíssimo esse livro! O livro fala sobre superação, amor, perdas, falhas, lembranças, saudade e sobre seguir em frente. E quem nunca precisou virar a página sem conseguir parar de ler?
Citações importantes
A morte muda as pessoas".
A pior parte de perder uma pessoa amada é que você também se perde".
Às vezes, a pior parte de existir sem a pessoa que amamos é ter que se lembrar de respirar".
(…) mas às vezes o amanhã nunca chega e você acaba sozinho com as memórias do passado".
É normal sentir a dor de vez em quando. É normal se sentir perdida, como se estivesse andando no escuro. São os dias ruins que tornam os bons ainda melhores".
Às vezes a vida é estranha. Você só precisa aprender a lidar com a esquisitice dela e encontrar algumas pessoas igualmente estranhas que vão te ajudar a seguir em frente".
Nota: 5/5

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