#14: A Sinfonia

by - agosto 30, 2020

texto de amor


Creio que passei muito tempo olhando para o azul dos seus olhos. É a cor do meu quarto. Azul no mundo, azul nas minhas paredes, azul no meu corpo e azul nas nuvens. Sabe aquela espécie de azul daqueles olhos que ficamos perdidos de amores? Quando aquele sentimento de futilidade se instala, minha querida, não tem como fugir. 


Devo ligar para Deus?


Quando você me abraça, no escuro do seu quarto, peço para Deus nos explodir de cores e amores. 


A calma que você procura, o monstro que você acalma, sou eu.

 


Eu me vejo, de repente, cantando contigo.
Amando contigo.
Dizendo bobagens contigo.



Somos como uma sinfonia, no piano, que morremos de medo de, propriamente, morrer.
Agora eu sei, somos necessários, para criar mais uma sinfonia.



Eu deveria associar você ao vermelho e ao amor? É a cor do coração enquanto estamos mortos e reparece um amor, um alguém. Vermelho também é a cor quando você me faz ficar com ciúmes. Vermelho é quando temos laços quebrados e reconstruídos. Sinais de perigo, contigo?



Quanto mais falamos sobre aquilo, mais gostoso e melhor ele fica. 



Aqui, olhe só, temos um propósito de vida: vamos testar? É bom para o sangue, é bom para acabar com a tensão. É a raiz de nossas reencarnações. Acho que faz séculos que nos reencontramos. Que bom.



Eu me vejo, de repente, cantando contigo.
Amando contigo.
Dizendo bobagens contigo.


Somos como uma sinfonia, no piano, que morremos de medo de, propriamente, morrer.
Agora eu sei, somos necessários, para criar mais uma sinfonia.



Você realmente me quer? Preciso de você urgentemente, aqui, ali, em qualquer lugar, comigo. Eu realmente gastei muito tempo olhando para o azul dos seus olhos.

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