Medidas de Combate à Pandemia do Covid-19

by - abril 14, 2020


 Coronavírus, pandemia, Covid-19

Tá certo que a pandemia do novo Coronavírus afetou o mundo lá de fora, mas você já pensou sobre quantas vezes nós é quem fizemos estrago no mundo? Quanta vezes nós fomos um tipo de vírus, estilo Covid-19, e afetamos tanta gente..., mas não vimos?

Já jogamos pedra no telhado dos outros. Já metemos o dedo na ferida do outro sem ligar. Já falamos tudo o que queríamos e afetamos mais do que pensávamos que fosse capaz. Já esquecemos da essência das relações. Já deixamos de lado tanta coisa que não devíamos. Xingamos. Odiamos. Mentimos. Fugimos. Maltratamos.

Isso deixando de lado o lado mais cruel do desumano, o lado que mancha as manchetes todos os dias.


Eu sei, você provavelmente está achando que enlouqueci ou que o que estou dizendo é fruto dos inúmeros clichês que a gente lê por aí, pinchados nos muros em atos de rebeldia. Tudo bem.

Sabe, chega um momento da nossa vida que não importa mais. Muita coisa não importa mais. Claro que eu gosto de feriados, de ganhar presentes, de promoções (principalmente de livros) ou de poder sair num sábado e comer uma deliciosa pizza de camarão (acredite, é de outro mundo). Então, eu gosto de tudo isso. Sem hipocrisias aqui.

Mas o que eu prefiro? Prefiro amor. paz. Saúde. Bem-estar. Casa. Lar. Família. Leitura. Escrita. Sorrisos. Afetos. Abraços. Carinhos. Sexo. Gosto de parque de diversões? Lógico. Gosto de dançar até me acabar? Na verdade, não, mas sei que muitos gostam e tudo bem. Gosto de sair pra tomar açaí? Sempre. 

Gosto de tudo isso, mas gosto de coisas simples também.

Talvez eu tenha aprendido a gostar, vai saber. O importante é que, hoje, consigo ver felicidade no cheiro de casa limpa. Na roupa secando no varal. Nos projetos, em que trabalho, entregues. Vejo beleza num filme besta de fim de tarde. Numa noite no sofá esperando o lanche chegar. Vejo beleza na expectativa, sabe? De que tudo vai melhorar. E vai!

Tá, mas, Sâm, cadê as medidas de combate à pandemia?

Se você ainda não entendeu, vou desabrochar as pétalas de meu humilde pensamento: as medidas são apenas ser. Seja, sabe? Seja, mesmo quando o mundo está um caos. Seja, mesmo que não possa aproveitar uma balada hoje. Seja, mesmo quando não dá pra encontrar amigos no bar. Seja, porque hoje ainda existe a possibilidade de ser.

O amanhã não é sobre “ser”... é sobre: Será?

Então seja hoje. Que dure o tempo que for. Aproveite o que se pode aproveitar agora. não importa, nesse momento, aquilo que você quer aproveitar amanhã. Já parou pra pensar na oportunidade que a gente tá tendo de parar, respirar e enxergar o que a gente tem aqui, agora, no hoje?

Estamos sempre por aí procurando, buscando, nos matando para conquistar um amanhã melhor. E tudo bem. Tem que ser assim. Mas e agora? Agora que você pode sussurrar “bom dia” ao acordar, sem estar correndo? E agora que você pode dizer “eu te amo” sem estar indo embora?

Diga. Aproveite. Seja.

Combata à pandemia sendo, deixe para ter quando der!

E não esqueçam: lavem as mãos, não saiam, se amem.

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