Por Sâmela,

#Resenha: O Jogo do amor/ódio - Sally Thorne

julho 13, 2018 Sâmela Faria 4 Comments

Título: O Jogo do amor/ódio

Autora: Sally Thorne

Editora: Universo dos Livros

Páginas: 400

Ano de publicação: 2017

Onde comprar: Amazon / Saraiva

A História


Lucinda usa senhas no estilo “MorreJoshuaMorre”.  Lucinda odeia Joshua Templeman com todas as suas forças, como pode-se perceber. No entanto, Lucinda é obrigada a trabalhar de frente para ele todos os benditos dias.

Joshua odeia Lucinda. Joshua compete em tudo que pode com Lucinda. Joshua faz de tudo para irritá-la cada vez mais. Mas ele é obrigado a trabalhar de frente para ela todos os benditos dias.

Já entendeu o quanto Josh e Lucy se odeiam? Bem, pelo menos é o que todos dizem lá na B&G. O RH (Recursos Humanos) já não suporta mais ter que apaziguar a briga desses dois. Desde que as empresas de Helene e Bexley tiveram que realizar uma junção, tornando-se uma única empresa de editoração, o mundo de Josh e Lucy colidem como nunca se pudera imaginar.

O que poderia dar errado dessa fusão? Quer dizer, tirando a parte em que ambas as empresas são totalmente diferentes e possuem propósitos diferentes? Anote aí: os Bexley são focados nas estratégias de vendas e compras, o propósito para eles são os números, ou seja, os livros significam números que significam vendas. Para os Gamin o que importa são os livros, as palavras, a história, a arte.

Josh é o braço direito do senhor Bexley, enquanto Lucinda é a pessoa de confiança da senhora Gamin. A relação de amor e ódio entre Josh e Lucy desanda totalmente quando eles recebem uma proposta de promoção, na qual um deles será promovido para ser o chefe do outro.

Em um jogo de amor e ódio, quem fica com o cargo de não se apaixonar?

Personagens principais


Lucinda tem 28 anos, mas às vezes, age como se fosse uma adolescente que briga pela nota máxima em uma prova de matemática, da mesma forma é Josh. Lucy mora sozinha, longe dos pais, e trabalha onde sempre quisera trabalhar desde que tinha 11 anos: numa editora de livros. Ela passa seus dias se dedicando fielmente ao trabalho, ficando até mais tarde sempre que precisa e tudo mais. Ela adora sua chefe, Helene Gamin, e faz tudo o que pode para manter sua boa relação com ela. Lucy não tem tempo para namorados, sabe? Ela não está ligando para encontrar um... ok, bem, talvez ela esteja, mas consegue fingir perfeitamente. Tudo estaria dando certo em sua vida, não fosse o fato de Joshua existir e, pior, trabalhar na mesma sala que ela. Ah, mas isso está prestes a mudar: só a ideia de ser a chefe de Joshua deixa Lucy completamente louca.

Joshua é um carinha completamente discreto, sério, sem graça e previsível. Sim, ele é muito correto para o gosto de Lucy. Quer saber um segredo? Joshua está sempre usando a mesma combinação de cores todos os dias da semana. Não entendeu? Lucy explica: todos os dias, segunda, terça, quarta etc., Joshua coloca uma camisa social com determinada cor. Quando chega no último dia de trabalho da semana, ele recomeça o uso das camisas, com as mesmas cores. Viu? Previsível... Sua mesa é totalmente arrumada. Ele é totalmente focado. Nunca, nunca sorri. Está sempre mal humorado, de cara feia ou despejando suas ferpas sobre todos. Sim, ele põe medo nas pessoas da B&G, mas com Lucy ele gosta de jogar. Vê-la perder um jogo é seu passatempo favorito, mas sabe quando as coisas podem ficar ainda piores? Imagine, agora, que Joshua poderá se tornar o chefe dessa moça...

Personagens secundários


Helene Gamin odeia Bexley. Ah, o que poderia ser diferente, não é? ela só aceitou a fusão de suas empresas para salvar sua empresa, sua pele, seu pessoal. Helene é movida à emoções e se preocupa com as pessoas. Ela adora Lucy e faz de tudo para ajudar quando pode. Mas há momentos intrínsecos e inacreditáveis desabrochando pelas ferpas que escapam desses escritórios.

Bexley  é um cara arrogante, barrigudo e autoritário, isso quando não está cochilando ao invés de trabalhar. Ele é o chefe de Josh e é claro que espera que seu time vença a competição de promoção de cargo. É um cara nojento que cobiça mulheres de uma forma grotesca e machista.

Danny é bacana. É o cara do design. É um Bexley, trabalhava na B&G, mas está de saída para ser freelancer. Ele parece ser um cara legal e está afim de Lucy, ao que parece.

Capa, escrita e detalhes


A capa do livro é maravilhosa. As ilustrações que compõem a capa são perfeitas combinações com a história e deram o toque de humor que o livro carrega do começo ao fim. O jogo de cores também ficou fantástico. Adorei!

Esse foi o primeiro livro que li de Sally Thorne e me surpreendi muito com sua escrita. Já disse que amo livros divertidos? Esse é exatamente assim! Comecei o livro dando altas e boas risadas com Lucy e Josh. A escrita é muito divertida e te prende, porque é leve e nada previsível. Adorei muito. Embora o livro seja grande, dá para ler em um final de semana.

O livro é narrado em primeira pessoa por nossa protagonista Lucy. Gostei bastante da narrativa, que me permitiu estar próxima à história. Sem contar que Lucy é uma figura, seus pensamentos, medos e modos de ver o mundo nos fazem rir mas também nos emociona. Os capítulos do livro são bem curtos, o que adoro, pois nos passa a impressão de que a leitura flui mais rápido (vai entender).

Embora essa história seja uma história leve e divertida, Sally fez questão de trazer temas um pouco mais sérios para a trama também. Tais temas vão surgindo aos poucos e te pegam desprevenida(o), porque você não espera que haja dor onde há riso. O que quero dizer é que, quando nós lemos histórias leves pensamos que essas histórias não traçam temas profundos. Esse não é esse tipo de livro. Aqui Sally vai trazer temas sobre família, relacionamentos, crescimento profissional e emocional, amizades, amores e desamores (acho que encaixa melhor como desamores e amores, hehe). E esses temas deram a sustância certa para a trama. Aprofundou o livro como sendo não apenas uma história divertida e bonita, mas uma história que carrega significados.

Conclusão


Confesso que irei recomendar o livro para quem ama romances irônicos (no estilo cão e gato mesmo), divertidos e leves, embora o livro aborde outras questões, o foco é a relação de amor e ódio entre os protagonistas. Eu adoro romances nesse estilo, então amei muito. Não é um livro hot, mas tem um toque sensual também, claro, afinal são protagonistas de vinte e poucos anos.

Como disse antes, O jogo do amor/ódio vai abordar alguns assuntos bem bacanas no decorrer do contexto, mas algo que gostei bastante foi o crescimento dos protagonistas. Uma história que começou com uma inimizade total, umas vontades loucas de superar um ao outro, de vencer o outro, de estar por cima. Uma história que cresceu com ódio, mas que vai se tornar algo inesperado no meio do caminho, um caminho de disputa, de conquista e crescimento profissional. Um caminho de surpresas.

No jogo do amor e do ódio, quem vence?

Recomendo muito! Esse livro tornará seu final de semana bem mais divertido.

4 comentários:

  1. Oiii Sâmela, tudo bom?

    Eu comecei a ler sse livro há meses atrás e acabei abandonando porque naquele momento não estava nem um pouco no clima pra esse tipo de romance e estava me irritando certas coisinhas ali... Pretendo retomar em breve, quem sabe nos próximos meses, acho que ainda há chances de que ao final eu terminei curtindo a leitura.

    Beijos

    www.derepentenoultimolivro.com

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    1. Olá, Alice!
      Sério? Poxa, eu gostei bastante, sabe? Não sei se porque eu estava mesmo precisando de uma leitura mais divertida e leve, mas gostei. Espero que, assim que der mais uma chance, possa gostar! Achei a protagonista muito maluquinha, o que me divertiu e me identifiquei com ela em alguns aspectos. Enfim, espero que goste!
      Obrigada pela visita e volte sempre! <3
      Super beijo e até breve,
      Sâm.

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  2. Oi Sâmela, tudo bem?

    Estou com esse livro parado na estante há um tempinho e até já peguei para ler, mas antes de começar desisti, porque senti que não seria o momento para a leitura. Mesmo sem saber muito sobre ele imagina que seria um romance divertido e adorei saber que é assim mesmo, mas além disso abordar temas mais profundos e importantes, mesmo que de forma sutil. Acho que isso agrega muito à história.. além disso, o livro é bem extenso, então não seria legal ser só um "romance gato/rato" cheio de clichês que se tornasse cansativo.
    Adorei a resenha e agora quero ler ele mais do que antes.

    Beijos
    http://espiraldelivros.blogspot.com/

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    1. Olá, tudo nos conformes!
      Bem, eu gostei bastante da leitura, não foi um livro perfeito, mas eu adorei! Achei bastante divertido desde o começo, e só depois que a leitura vem trazendo novos fragmentos, assuntos mais aprofundados sobre a vida e tal. E é isso aí, concordo com você, um livro precisa abordar algo a mais para não se tornar cansativo ou sem nexo.
      Que bom que gostou e espero que goste da leitura quando a fizer!
      Obrigada pela visita e volte sempre.
      Super beijo,
      Sâm.

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