Somos recordações que se propagam



Imagem via Pixabay

Estou aqui sentada faz horas tentando escrever para você. Após ligar o meu player do celular, foi sua imagem que surgiu em minha mente, como sempre acontece quando eu paro para olhar o tempo que passou e o que ainda está por vir. No entanto, como em um filme em preto e branco, sempre surgem imagens nossas naquele mesmo banco vermelho da praça. Daquelas mesmas tardes de domingo, com o vento passando longe e fazendo melodia para nossos risos sinceros e conversa boa. Como em um filme, a gente vai passando devagar em minhas recordações mais bem guardadas. Somos um álbum tão raro. Somos lembranças que não se apagam. Recordações que se propagam.


Lembro das tantas vezes em que criamos nossa própria brincadeira, com regras que iam crescendo e diminuindo ao longo dos nossos erros, mas nunca deixamos que o tempo se perdesse sem que fizéssemos algo notável. Como na vez em que decidimos que seria sensacional aquele jogo de adivinhações. Lembro nossos sorrisos tão largos e empolgantes. Ninguém entenderia nada daquilo, mas nós sabíamos exatamente o que era. Era amor. Era amizade. Era paz. Era companheirismo, reciprocidade. Era felicidade.

E ainda é.

De tempo em tempo, vamos preenchendo esse nosso álbum de lembranças sem fotos, porque não precisamos do registro, nossos sentimentos sempre nos levam a recordar cena por cena de tudo de melhor que aconteceu. Os bons momentos sempre ficam quando a gente valoriza. Nós valorizamos, lembra? Cada segundinho. Cada momentinho. Cada pequeno detalhe, gestos e olhares fora de hora. Nós fizemos valer a pena a cada novo dia, porque sabemos exatamente o que queremos um do outro. E não é dinheiro, nem pedidos, presentes, favores: mas uma vida inteira para lembrar e contar. Uma vida inteira para amar.

Eu nem sabia que era possível viver em um mundo com um tipo de amor assim: rima e poesia, notas e melodia, chuva e sol, frio e cachecol. Você e eu.

Mas o tempo tem voado tão rápido. E a cada passada, deixa-nos a certeza de que precisamos aproveitar cada segundo dessa nossa existência. É que criamos tão bem esse nosso mundinho particular que nem sei como defini-lo. Talvez nem haja definição, pois, mesmo sendo tão simples e descomplicado, ninguém entenderia. É que somos cria desse amor faz tanto tempo... um amor que colhe os melhores frutos de nossa plantação tão grande. Um amor que supera os espinhos, apesar do tempo, do relógio sem ponteiros, da direção sem rumo certo e dos caminhos tão esperados que não fazemos a menor ideia do que será. E nem quando será.

Mas será. E é isso que importa. A espera sempre vale a pena quando é sobre o que amamos do fundo do nosso coração, quando é da nossa alma que estamos falando, da nossa paz, dos nossos, finalmente, dias melhores.

Eles virão. Simplesmente porque sempre vêm.



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4 comentários:

  1. Sem palavras pra este texto <3
    Ja vivi uma historia assim onde tínhamos nosso universo particular e foi bom relembrar...
    Parabéns pelo texto
    bjsss
    http://claugoliver.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Ah, que lindo, Cláudia! É bom quando a gente relembra de momentos que valem a pena ser lembrados.
      Obrigada, lindona! Fico feliz que tenha gostado.
      Volte sempre! <3
      Super beijo,
      Sâm

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  2. Oii Sâ, tudo bem? Menina, que texto lindo, amei <3
    -Beijos,Carol!
    http://entrehistoriasblog.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Oi, Caroool! Tudo ótimo.
      Ah, que bom que gostou, lindona! Fico feliz.
      Obrigada e volte sempre! <3
      Beijos,
      Sâm

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