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Nosso amor cresceu


Vejo pelos seus olhos um misto de incerteza que teme o amanhã. Eu não sei como te fazer acreditar que tudo vai dar certo quando o nosso tudo é tão imprevisível. Sei que dói pensar em como podemos ainda estar aqui, juntos, porque eu também penso nisso todas as noites frias, onde nem chocolate quente resolve. Vejo pelos seus olhos a preocupação crescer. Mas, quer saber? Não quero mais me importar com as horas que ainda faltam. Não quero mais me importar com o tempo que não passa, nem com o que já passou. Eu quero apenas você e eu, aqui. E quero agora. Quero o nosso agora.
As cortinas estão da mesma cor desde que nós dois assumimos ao mundo nosso amor inexplicável. O sofá ainda é o mesmo. As cores das paredes desbotaram, mas ainda continuam ali, segurando firme o passar dos anos. Consigo ver daqui o rosto dos nossos mesmos vizinhos que, indiscretamente, nos observam chegar e ir. Nada mudou, no entanto, nada está igual para nós. Porque, simplesmente, o mundo continua o mesmo, mas nós não. Nós mudamos, crescemos e amadurecemos. Nosso amor cresceu.
E não é preciso ser dito, nem relembrado, sabe, nós dois sabemos, da mesma forma que todos que nos rondam também sabem. Fomos passos vagos durante um tempo. Passos que se conheciam, vagavam juntos por aí buscando um no outro algo mais. E quem diria que encontraríamos tanto, não é? Porque eu fiquei. Mesmo com as portas abertas, eu fiquei. E você também, não foi? Ninguém estava preso, mas ninguém foi embora. Nós ficamos um pelo outro. Ficamos um para o outro. Nosso amor ficou também.
E o tempo pode passar quantas vezes desejar. Ele pode fazer seu trabalho sujo de levar partes das nossas lembranças, dos nossos momentos, mas eu ainda terei você aqui. Sempre. Porque a gente não só ficou na vida um do outro. Nós ficamos na alma. No coração. Na profundeza que ninguém conhece, onde não permitimos que alguém chegue perto. Somos a profundeza um do outro, mas, embora estejamos afundados, sabemos mergulhar e voltar até o início de tudo, valorizando cada minuto novamente.
Somos tudo e mais um pouco. Insanidade constante. Amor absoluto. Status indefinível.
Nosso amor cresceu e nós acompanhamos. Crescemos juntos. E hoje temos um dilema delicioso de sonhos a serem vividos, de passos a serem dados. Somos a melodia que nunca morre. Como a letra da canção que nunca vai deixar de tocar os corações.
Sem regras, sem abandono. Nosso amor cresceu e virou relíquia. E nós vamos por aí, virando esquinas e colhendo sonhos. Nós vamos por aí, juntos, plantando mais amor e colhendo novos passos, dessa vez, nada vagos. Dessa vez, encharcados de planos e risos largos de fazer doer o canto da boca.
O amor cresce todos os dias se nós aprendemos a plantar e cuidar do mesmo jeito com que o tempo passa: a cada novo segundo.

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