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Sem um adeus



Eu só queria lhe dizer que as flores murcharam e que eu tentei fazê-las viver por um bom tempo.  Mas as borboletas pararam de visitá-las e, coitadas, resolveram partir. Mas não deram adeus, sabia? Acho que é esse o novo propósito da humanidade, partir sem um mero adeus. Você também não disse adeus, será que realmente partiu? Ainda torço pra que seus passos tenham ido até a esquina e só. Que não tenham passado dali pra outro quarteirão e que depois de se esfriar um pouco do meu apego brusco, você queira voltar. Queira entrar por aquele portão grande que me fez comprar. Eu o odiei, mas, hoje, não me canso de olhá-lo. Sei lá, ele me lembra aquele dia, foi bom ver seus olhinhos brilhando quando o viu e sua voz sussurrando ao pé do meu ouvido que aquele ali sim me daria proteção. Talvez essa era a sua intenção, se ir e deixar somente o portão.

3 comentários:

  1. Que triste, porém lindo! Adorei.

    http://blog-abreaspas.blogspot.com

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    Respostas
    1. Opa.
      Obrigada! <3
      Volte sempre!
      Beijos, Sâm.

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  2. Me faz refletir e pensar, apesar de eu não estar vivendo isso no momento. Mas, eu gostei muito da sua escrita, é bonito e meio triste... mas aprecio bastante textos assim (:

    Beijooos,
    http://pinguimtagarela.blogspot.com.br/

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