Amor,

Um dia especial

fevereiro 11, 2019 Cláudia Goliver 0 Comments


Era uma manhã comum de um verão de fevereiro, com direito a dia chuvoso. O despertador tocou me acordando, e eu, que já não gostava de acordar cedo e principalmente em dias chuvosos, já me levantei de mau humor.

Arrumei a casa e me preparei para ir para o serviço. Minha irmã me pediu uma carona até o salão de beleza, e assim fizemos. Passei na padaria para comprar um chocolate bem amargo, pois só assim para tentar melhorar meu humor.

Então, minha irmã avistou uma moça que ela já havia feito uma “amizade” no ponto de ônibus, pois, ao contrario de mim, minha irmã é uma pessoa alegre, extrovertida, de fácil convívio social, já eu... Digamos que sou tímido para não ficar muito feia a coisa.

Minha irmã ofereceu carona a tal moça mesmo indo contra minha vontade, eu sabia que a maior parte do caminho eu iria ficar sozinho no carro com essa moça desconhecida, e como não estava de bom humor não queria ninguém puxar papo. É, sou um pouco egoísta, eu sei, mas a tal moça aceitou a carona, e a vendo de perto pude perceber que ela era alguém legal. Sabe aquela pessoa que passa uma energia boa apenas com um “oie”?

Alguns quarteirões depois, minha irmã desce, e ficamos eu e a tal moça no carro. Percebi que ela ficou meio desconfortável e nem quis vir se sentar no banco da frente, então eu decidi ir calado até o destino final. Não iria deixá-la mais desconfortável ainda. Eu estava pleno por fora, mas por dentro eu queria matar minha irmã.
O silêncio era grande ali dentro e, confesso, que não pude evitar de tentar olhar pelo retrovisor para ver como era aquela moça. O pouco que eu consegui ver me permitiu perceber que ela era bonita. Tinha olhos esverdeados e cabelos pretos, pele clara, boca carnuda e uma pinta perto do nariz, algo que combinava com ela.

Pelo seu olhar dava para perceber que ela era alguém de personalidade, não era alguém comum. Ela foi melhor do que eu e decidiu puxar papo. Foi legal, porque foi algo espontâneo, senti que ela era como minha irmã, espontânea, e o assunto fluiu tranquilamente.

Tínhamos várias coisas e gostos em comum e isso ajudou muito. Ela era sorridente, simpática, divertida e ótima de papo. O destino onde ela iria ficar estava próximo, e eu, bobo como sou, nem tive a capacidade de perguntar o nome dela.

 Sentia algo diferente, sentia que queria conversar mais e mais com ela, saber sobre quem era, o que ela fazia, com o que trabalhava, os sonhos... quem sabe até tomar um café em alguma tarde, mas a minha falta de coragem não me deixava nem perguntar seu nome.

 Parei o carro, e ela, muito educada, antes de descer me disse, com um sorriso angelical: “foi um prazer conhecer você, espero que possamos nos rever outras vezes, me chamo Angelina”.

Ah, meu coração estava disparado de alegria! Agora eu sabia o nome dela, era algo, no mínimo, simples, né? Mas para mim tinha um grande significado. Angelina desceu, e eu fiquei a observar até ela sumir de vista. Não sei o que houve comigo, mas ela me passou uma energia tão boa que, em menos de meia hora, meu humor estava ótimo como nunca esteve.

O sorriso não cabia na boca. Eu estava como um verdadeiro bobo apaixonado.

Dizem que um dia a vida da gente muda, acho que hoje era esse meu “dia”. O dia da sorte grande de conhecer um anjo, um dia especial.



P.s: Este é o primeiro de três textos, um dando continuidade ao outro, parece ser uma historia clichê onde até sabemos o final, né? No entanto, não é bem assim, lhe garanto que o final irá surpreender, então fique ligadinho aqui que a cada semana terá a continuação. Ah em certas partes a história foi de fatos reais.
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