5 em 1,

5 fatos de O Morro dos Ventos Uivantes (Emily Brontë)

fevereiro 19, 2019 Sâmela Faria 1 Comments


Título: O Morro dos Ventos Uivantes
Autora: Emily Brontë
Editora: LandMark (edição bilíngue português-inglês)
Páginas: 391
Ano de publicação: 2012
Onde comprar: Amazon | Saraiva

Começo esse post já explicando que desisti de resenhar essa obra prima, porque: 
1) Essa história já é bastante conhecida no mundo literário; 
2) É uma história dentro de uma história, que está dentro de outra história e assim vai; 
3) Talvez a maior verdade sobre isso é: eu não sei se conseguiria descrevê-lo. 
     E pensando em não detonar essa experiência para ninguém, decidi apenas explanar 5 fatos dos quais eu mais gostei nessa experiência literária para lá de diferente.


  FATO NÚMERO UM: PERSONAGENS INDESCRITIVELMENTE ESTRANHOS

Quem acompanhou o post onde enumero o que mais amo nos livros, viu que amo personagens peculiares. E amo mesmo. Mas confesso para vocês que a tia Brontë superou quaisquer expectativas minhas quanto a esse ponto, porque, sim, as características dos personagens desse livro são simplesmente inacreditáveis.
O protagonista do livro é um tanto esquisitão, mas se fosse apenas isso... Quando vamos descobrindo tudo sobre seu passado compreendemos o porquê dessa criatura ser o que é, porém também sentimos raiva, vontade de matar e já disse raiva? Sim, ele é incrivelmente genioso, sabe? Um homem que amou perdidamente alguém, mas que teve que lidar com esse amor de uma forma dolorosa e um tantinho catastrófica (quem já leu sabe que estou sendo generosa).
No entanto, no fundo, eu acabei gostando desse universo criado pela Emily, porque amo histórias que me tiram da zona de conforto.


         ↪ FATO NÚMERO DOIS: BELOS CENÁRIOS

Se tem algo que, normalmente, curto bastante é a forma com que as cenas e os cenários são descritos. Cada detalhe de cada lugar, cada cantinho muito bem desenhado ilustrativamente através das palavras... amo! E se tem uma coisa que a tia Brontë faz bem, essa coisa é descrever os lugares.
Eu já pegava o livro para ler me teletransportando para aquele lugar, para aquela época tão distante de mim, para aquelas casas, aqueles caminhos e morros. Quando a leitura te faz viajar assim é sinal de que cumpriu seu papel de te levar por aí sem que você precise sair de onde está. Então, sim, amei cada detalhes que a autora acrescenta nessas páginas, porque consegui me sentir parte da história. Por vezes, parecia que era eu quem estava conversando com a Mrs. Dean e ouvindo tudo.

       ↪  FATO NÚMERO TRÊS: NADA IMPREVISÍVEL

Eu não sei para quem mais já leu, mas para mim essa história superou qualquer noção de previsão possível. Sério. Eu jamais esperava qualquer cena na virada de cada página. Até tive algumas suaves previsões (que fui capaz de fazer), mas nenhuma se concretizou completamente. E eu AMO isso nos livros.
O Morro dos Ventos Uivantes vence suas expectativas de uma forma muito esquisita, mas, no fundo, de um jeito incrível. E então você se pega pensando “não acredito que gostei tanto” ou “nossa, o que foi isso?”. E aí não consegue descrever. As cenas que acontecem na história são quase impossíveis de prever.
Então tentava pensar em um final, mas tudo com certeza de que iria me surpreender. No entanto, uma coisa devo confessar: torci muito por um personagem em especial e tive o meu pedido atendido no final. Hahaha.



    ↪ FATO NÚMERO QUATRO: ZONA DE CONFORTO E DETALHES

Como já mencionei, amo histórias que me intrigam, que me desatam e me tiram da zona de conforto. Nessa história, Brontë nos apresenta personagens que odiamos, que consideramos, que amamos (pouco provável também, hehe). Já de imediato somos apresentados a um protagonista que te causa vários sentimentos: raiva, curiosidade, pena, esperança, compreensão e já disse esperança? Porque, sim, eu tive esperança. Hahaha.
Em vão, claro, mas vamos deixar em off.
Acho mesmo que essa foi a intenção da autora: te fazer refletir sobre o outro, pensar sobre o amor por uma lente diferente, por um ângulo extremamente avassalador. Foi uma leitura bastante intrigante, uma experiência que nunca irei esquecer.
Outro fato que amei foi a quantidade de detalhes que a história compõe. É uma história tão completa, tão cheia de reviravoltas, misteriosa, dolorosa, triste, feliz... é uma história que te faz viver vários sentimentos de uma vez só.

      ↪ FATO NÚMERO CINCO: COMO A HISTÓRIA É CONTADA

Esse fato eu quis deixar por último por um único motivo: foi o que mais amei.
Lembram que disse no início desse post que é uma história dentro de uma história que está dentro de outra história? É exatamente isso! Imagine uma conversa entre duas pessoas que mal se conhecem. Imagine que uma dessas pessoas é um inquilino do nosso protagonista, alguém que também não conhecemos. Imagine que a outra pessoa é Mrs. Dean: uma mulher que trabalhou e ajudou a criar o protagonista. Então ela conta tudo para esse inquilino em uma conversa, através de suas memórias jamais esquecidas.
E é assim que a história nos é passada. Então temos três momentos: o momento de muitos anos atrás (que ela vai contando durante todo o livro); o momento dos dias em que conta a história (os dias atuais); e o momento de quando a história termina de ser contada (que também é atualmente, mas agora já entendemos tudo). Simplesmente sensacional!
Gente, para que o post não fique gigante e para que eu não fale muito mais do que deveria, vou ficando por aqui. São muitas emoções ao reviver essa história, que recomendo muito que leiam!

Mas, e vocês, já leram? Gostaram? Querem ler? Grita aqui embaixo!
Quem já leu e discorda de mim, dá aquele berro mesmo! Hahaha.
Comentários
1 Comentários

Um comentário:

  1. Oi, Sam.
    Eu sempre quis ler esse livro porque é muito recomendado, mas ainda não tenho versão nenhuma dele.
    Vou ver se compro esse semestre ainda, porque agora fiquei mais curiosa.
    Adorei a postagem.
    Beijos

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