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Sim ou Não?



Novamente me pergunto se devo seguir sem você, sabe, sem olhar para trás e pensar mais uma vez como seria se fosse diferente. Será que seria diferente? Eu não sei e você também não sabe. Porque nós não pensamos em nós, pensamos em nosso próprio umbigo e só. Liberdade, nada de compromissos chatos na casa de parentes que nem são seus aos domingos e aquela boa farrinha com os amigos de vez em quando. Ah, é que a gente não queria se envolver. E será que já não estávamos envolvidos?
E agora, depois dos variados nãos que inventamos para a nossa precoce história, busco respostas que possam ser convincentes e, quem sabe, mudar algo. Mas, será? Sério, será que merecemos um sim quando insistimos tanto no não? E será que queremos mesmo o sim ou o não? Embora nossa posição seja o talvez não, eu ainda não entendo o motivo para querermos não continuar o que já estava começando. Mas, sim, eu também hesitei em me deixar envolver, você sabe. A gente custa voltar a acreditar nas pessoas, no amor e nas coisas belas depois de ter o joelho ralado diversas vezes e o coração remendado. Mas, eu ainda sinto, sabe? E quando digo que eu sinto, cara, estou dizendo que sinto muito. Aliás, como pode no meio de tantos remendos, cicatrizes, cortes profundos e lembranças ruins, o coração ainda sentir?
Eu não sei ao certo quando foi que tudo isso começou, mas, olhe para nós, estamos negando faz tempo e, juro, eu não estou dando conta mesmo assim. Tá pesado. Tá me deixando sem fôlego durante a noite e me fazendo sorrir feito criança durante o dia. Mas ainda é irreal, não é? Não posso levar isso adiante se, antes de tudo, nós não decidirmos que é sim ou que é realmente não. “O que você quer, menina?” Você me pergunta com sua voz cansada de esperar algo sincero e justo sobre nós dois. E eu nego. Com todas as minhas forças, eu nego, cara. Deixo bem claro que não daremos certo e, no fundo, eu sei que poderíamos dar e é por isso que eu nego.
A verdade é que eu espero que você veja o mesmo que eu. Sinta o mesmo que eu e espere o mesmo. No entanto, você nega de lá e eu me contorço de cá. Como pode negar a si mesmo? Como podemos negar a nós? Se não houvesse um nós, não estaríamos tentando dizer que não. Quer mesmo saber o que quero? Eu quero ir em busca do sol, do dia iluminado, das divinas gargalhadas que ainda posso dar na vida. Quero buscar os sonhos, as correrias de toda manhã quando tudo estiver dando certo e as vezes em que, cansada, me jogarei no sofá e dormirei por lá mesmo, com a certeza de que dei o meu melhor. E sinto que posso sonhar, viver e continuar vivendo com você ao meu lado e que, seja como for, podemos sempre dar um jeito. Ora, dê uma chance ao amor. Estou dizendo sim, mas, sinceramente, o coração tá na mão implorando para que você não diga não. 
- Sâmela Faria

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