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Sem medo de arriscar



Eu neguei. Você também negou. Nós estamos negando agora mesmo, não vê? Parecemos dois adolescentes que querem e têm medo de tanto querer. Olha só para nós dois, analisamos tantos lados, mas fugimos de todos eles. Fugimos de nós mesmos, quando, no fundo, tudo que mais queremos é ficar. Aceitamos o adeus um do outro fácil demais, sem sequer contestar. Vivemos nos escondendo um do outro, calando o peito berrante e o coração fatigado com o mais torturante silêncio. Silêncio esse que entendemos o que quer dizer, e que, no entanto, é árduo demais ao ouvir.
Mas ainda há barulho demais lá fora, nem todo mundo ainda foi embora, porque, cê sabe, sempre fica algo pra trás. E, na maioria das vezes, a dor é uma delas. É que o medo se instala junto e você nem percebe por já ter tido pancadas demais. Por já ter sido desamparada o bastante. E, na obrigação de continuar, a gente descobre o quanto ainda pode suportar. As forças vão embora, mas a gente permanece, sem esperanças e até mesmo sem vontade. A gente continua. Eu sei, é a pior das tarefas da vida: continuar, quando o que mais se quer é parar, fechar a cota e desistir de tudo.
Mas, às vezes, eu penso: será que não estamos exagerando?
O medo nos impede tanto, nos estraçalha o olhar, o caminho incerto e até mesmo nossas expectativas. É que já doeu demais, sabe? Já chorei, esperneei, quis sumir. E não fiz nada do que pensei, eu tenho mania de persistir, mesmo quando o que eu quero é largar tudo de lado. Ainda há uma pontinha de esperança no coração espancado. Isso acontece quando a gente deixa as portas abertas demais. O coração é quem sofre e você ganha o medo em troca, depois de muita dor, muito desespero e ilusão. E aí você se fecha para o mundo, se fecha pra vida e, principalmente, para o amor.
Sabe quando você quer e no mesmo patamar encontra um medo absurdo de arriscar? E mesmo o seu sorriso me contagiando tanto, eu juro que tenho medo. Mas eu juro também que te desejo, que te sonho, te imagino de mãos dadas comigo em um dia qualquer da semana andando sem rumo pela cidade. Eu juro que desejo seus sonhos colados nos meus. Que idealizo nossas frases de amor e trilha sonora. Eu não sei bem, eu só sei que é um desejo imenso, desses de te deixar a noite acordada, rolando para os lados e lamentando não estar tentando. Mas eu tô aqui, e quer saber? Disposta a arriscar mais uma vez, disposta a encontrar a paz nos seus braços, a gargalhar ao seu lado. Tô aqui, preparada pra destroçar meus maiores medos de dores passadas e tentar.
Eu quero tentar, mas você precisa querer na mesma intensidade, sem fazer corpo mole ou só deixar rolar. Algumas vezes, meu bem, nós precisamos abrir mão do papel escrito para o personagem e entrar em cena com a esperança no coração, um sorriso no rosto e improvisar. Quero improvisar novos sonhos para nós dois, aceita arriscar?
Sâmela Faria

2 comentários:

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