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Encotrei o amor em uma dessas esquinas por aí



A gente sempre espera, se ilumina de boas intenções para nós mesmos e estufamos o peito todos os dias para sobreviver mais uma vez ao que chamamos de vida. O famoso dia após dia. Mas a gente sempre espera, que algo vá chegar assim do nada e debater contra as correntezas do mal, e apossar-nos de boas notícias e até mesmo oportunidades. É um ato grandioso esperar, sabe? Mas eu não esperei por você, podemos dizer, em momento algum.

Eu estava bem, juro que estava. Aí resolvi sair um pouco de casa, ver a luz do dia e também a noite. Resolvi andar pelas ruas daquela cidade pequena. Sem a menor intenção de coisas boas e nem de coisas ruins. Eu só não esperava por nada. Nem por um sorriso. Um abraço. Um aperto de mão qualquer. Eu só queria sentir a brisa um pouco calorosa daquela noite que, para mim, não estava fazendo o menor sentido, porém havia me dado a maior alegria só de apenas estar ali. Pode parecer estranho eu dizer isso assim, mas é que, eu só precisava ficar sozinha um pouco. Mesmo estando entre amigos. Vai entender. 

Em uma das minhas voltas pelos arredores daquelas praças, em uma esquina, em uns bancos principais da cidade, em uma rua frequentada – mas que estava quase deserta – encontrei o amor. E quem diria que seria assim, tão fácil. Eu não diria. E muito menos as pessoas que estavam por lá. Aconteceu e eu não quis saber se era real ou não. Eu só quis vivê-lo. Porque nós não podemos nos limitar daquilo que faz bem, daquilo que nos faz sorrir, e querer estar ali mais e mais. Foi como receber um dez em uma prova que eu sequer sabia a matéria. Como pegar alguma receita na internet e pela primeira vez cozinhar algo que todo mundo aprovou e não deixou sobrar. Foi como me teletransportar e viver os contos de fadas pregados em nossa existência. Foi assim que eu os entendi de verdade. 

Mas é claro que eu tive medo. É claro que eu quis fugir quando vi que as coisas estavam ficando sérias. Quis sim, pensei em largar tudo e voltar para minha mediocridade de passos pela cidade novamente. Tão vagos quanto a minha impecável vontade de desistir. Como sair de um lado bom da vida e abrir uma porta – que você não quer realmente entrar – sabendo o que há atrás dela? Sabendo o que já houve por lá? Mas, então, por que fugir daquilo que lhe persegue com boas sensações, boas caretas, bons desejos? Não tive uma boa intenção, boa autoconfiança e muito menos esperança para aquele caminho decorrente daquela esquina em uma noite, em que eu não dava nada por ela, mas que acabei encontrando tudo. Tudo que eu menos esperava, entretanto, o que eu mais precisava. 
- Sâmela Estéfany

6 comentários:

  1. "Tudo que eu menos esperava, entretanto, o que eu mais precisava." Nossa Samela texto incrível, me vi em quase todas palavras, comigo foi assim quis fugir mais como fugir de algo que só te faz bem? rs então melhor viver. Parabéns pelos textos sempre lindos... bjs
    http://golivercacau.blogspot.com.br

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  2. Não dá pra fugir não é mesmo?! Obrigada querida, você sempre gentil!!
    Volte sempre!
    Beijos

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    1. rsrs e você sempre com textos incríveis, que mexe com nossa imaginação... :D

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    2. Ah, que bom linda! Fico muito grata mesmo!

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  3. Ah que texto sensível e fofo, Sâmela!
    É exatamente assim que acontece, a meu ver.
    A gente não tá procurando, não tá esperando, as vezes está até fugindo de um novo relacionamento, mas de repente somos fisgados!
    Não tem pra onde correr, mesmo que tenhamos um pouquinho de medo!
    Adorei o texto! Mesmo!

    Beijos,
    www.miragemreal.com

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    Respostas
    1. E não é muito melhor quando o "acaso" nos proporciona momentos assim?! rs'
      Obrigada mesmo!! Fico feliz!!
      Volte sempre viu?!
      Beijos

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