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#Resenha: Sem Pudor (Vol. 2) - Julianna Costa




Título: Sem Pudor (Vol. 2)

Autora: Julianna Costa


Páginas: 352

Ano de publicação: 2016

Nota da leitura: 4 / 5

Onde comprar: Saraiva / Amazon



A História

No livro anterior (saiba mais), Ryker e Mina estavam desesperados e perdidos com a máfia russa atrás deles até encontrarem uma solução para que pudessem sobreviver, porém, em Sem Pudor, descobrimos que tudo que está ruim ainda pode piorar.

Ainda fugitivos, Ryker e Mina estão escondidos e seguros da máfia. Isso era o que todos pensavam até que Ryker recebe uma ligação suspeita e percebe que Mina está em perigo. Sem pensar duas vezes, o garoto de programa vai para Paris atrás da moça e é aí que tudo começa. Mais uma vez.

O que era para ser apenas uma visita secreta, entre beijos, amassos e sexo, Ryker e Mina terminam desesperados, e ainda assim excitados, em mais uma fuga. É com a ajuda, mais uma vez, do inspetor Zahner, que os dois se escondem. Ou melhor, os três. Agora, adivinha onde? Isso mesmo. Amsterdã!

A boate de Lucky será, novamente, o palco para mais uma grande história. É lá que tudo acontece, e onde todos acontecem também. Entre tapas, beijos, sexo, fuga e muita loucura, que Ryker e Mina, juntamente com seus amigos, irão desenvolver um plano delicado que poderá acabar de uma vez por todas com toda essa fuga alucinante.

Será? É o que a gente espera.


Personagens Principais

Mina Bault ainda é a velha Mina. No entanto, com resquícios de uma nova Mina brotando no fundo de sua alma. Nesse livro, Mina nos parece bem mais madura no assunto sexo que no anterior e, embora ainda seja totalmente desajeitada e desesperada, ela acaba se libertando e ganhando experiência. A menina está vivendo coisas que jamais pensou viver e, agora, tudo parece mais fácil para ela, pois suas experiências malucas lhe ajudaram muito. No entanto, apesar de Mina estar mais experiente, nem tudo são flores e a constrangida Mina irá se meter em poucas e boas, para não falar nas mais engraçadas, cenas. Você ainda irá gargalhar muito com essa pessoinha maluca!

Ryker Strome. Ah, Ryker! É nesse livro que conhecemos mais sobre o misterioso gigolô. Ryker é aquele mesmo cara safado, descarado e totalmente sem pudor. No entanto, ele é muito mais que isso, e é nesse livro que, nós leitores e Ryker, descobrimos mais sobre essa pessoa. Para quem leu Sem Vergonha, não vai ser difícil imaginar o que vem por aí. Ryker aparece bem mais sentimental e sensível que no livro anterior e é de deixar qualquer uma suspirando, imaginem a Mina! O cara tem um passado sombrio e vivia entre fugas e esconderijos, sexo por prazer e por serviço e, ainda assim, era feliz, pois se sentia livre. E era. Mas as coisas mudaram agora e ele está se desesperando aos pouquinhos, percebendo que sua vida mudara e ele tem medo de não saber como conduzir de agora em diante.

Nesse livro, Ryker e Mina se mostram mais, conhecemos mais sobre Ryker, o que foi ótimo, mas, além disso, conhecemos mais sobre os outros personagens também, o que foi melhor ainda. Confira abaixo!

Personagens Secundários

Não irei comentar sobre os personagens que já foram descritos no primeiro livro, até para evitar spoiler, mas sobre os que surgiram.

Zahner é o inspetor da Interpol responsável pela proteção de Ryker, no entanto, ele acaba se tornando um procurado juntamente com o garoto de programa e Mina e perdendo muito de seu “poder” como inspetor. Porém, o cara faz de tudo para ajudar o casal de maluco, até quase perder a cabeça. Literalmente, juro. Gareth Zahner, Gary, é um cara durão, que exala estresse. Mas muito charmoso também. E está sempre mal-humorado, de cara fechada e arquitetando tudo. Tudo que ele quer é se livrar desse problemão onde se meteu e salvar a vida de todos, mas tenta sempre agir dentro da lei, o que acaba indo contra muitos dos princípios do grande plano acordado por todos. Ah, nesse livro, conhecemos bem mais do inspetor e ficamos com um gostinho de quero mais da p****.

Lexa Strome, Lex, é a irmã escritora erótica, sexy, sensual e envolvente de Ryker. Com 1,90 metros, longos cabelos loiros em cachos soltos, ela tem uma história triste, mas sua pessoa jamais deixa transparecer isso. Lexa é o tipo de mulher bem-resolvida e que está sempre um encanto, prendendo a atenção de todos em sua volta e jamais poderá ser considerada uma mulher sensível, ela é sua própria fortaleza, pois não se deixa abater. Lexa é escritora famosa e tem uma história com Sven, o melhor amigo de Ryker, no entanto, ela tem quantos homens quiser, dorme com quantos quiser, sem nenhum pudor ou preocupação. Afinal, Lexa é livre e faz o que bem entender, mas, será que, no fundo, ela deseja algo mais?

Sven Delvak é o melhor amigo de Ryker. Ou pode ser considerado o “homem modelo” de Ryker, se você assim preferir. Ele é o cara misterioso e encantador de quem Ryker tanto falara e, com toda certeza, sua afirmação passou sem margens de erros. Sven é um homem digno de sua beleza, com barba rala, maxilar quadrado, loiro, com cabelos arrepiados e com olhos azul-claro. É um homem descarado e todo trabalhado na sensualidade, cheira a sexo. É um homem poderoso e está na presidência de uma das maiores multinacionais do planeta. Tem uma história triste, porém, como Lexa, não se deixa abater por nada. Ele faz de tudo por Lexa, mas, no fundo, sabe que não é o cara certo para ela. É, talvez ele tenha razão. Ou não.

Lola é morena, com olhos grandes de cor amêndoa. Ela é uma perigosa bandida que está sempre cruzando o caminho de Zahner. Ele a procura, e ela passa a perna nele facilmente. Ela é muito boa no que faz e, raramente, erra. E, embora os dois queiram se matar, terão de trabalhar juntos para que o plano dê certo, mas, uma coisa é certa, até mesmo para eles, fugir pode não ser tão fácil quando o que se mais deseja é ficar.

O resto do pessoal é o povo louco, alucinante, porém amigo, da boate de Lucky e, nesse livro, conhecemos mais um pouco sobre cada um deles de uma forma boa.

Capa, escrita e detalhes

Não vou negar que a nova capa não me encheu os olhos como a anterior. No entanto, também não serei digna de afirmar que é uma capa feia, pelo contrário, é linda e mantém total sentido com a história, que é o que importa. No fim, eu compraria só pela capa também.

A escrita de Julliana é, como já foi dito muitas vezes na resenha do livro anterior, excelente e muito envolvente. Mas o que mais me encanta é o humor traduzido a cada página. É tudo muito divertido, nada como uma leitura maçante e pesada, pelo contrário, é muito descontraída e você devora fácil.

Também não posso negar que custei engatar nessa leitura, diferente do livro anterior. Porém, a partir do momento em que a história se desenvolve fica quase impossível largar. Você vai pegar se questionando “como vão fazer isso dar certo? Impossível”. E, só com isso, já vai devorar tudo, mas ainda entram as outras histórias entrelaçadas a essa e você não larga mesmo.

O livro é narrado em primeira pessoa sempre, porém não é sempre que um único personagem narra e você, como no livro anterior, não será avisado, o que deixa o suspense ainda melhor, em minha opinião, e te faz ver a história toda por várias visões diferentes. Além de conhecer mais de cada personagem através deles mesmos.

Citei logo acima que demorei engatar na leitura, mas não sei dizer muito bem o motivo, pode ter sido uma ressaca ou um problema/sintoma pessoal da qual não notei, portanto, não irei levar isso em consideração para a avaliação do livro. No entanto, há uns probleminhas nesse livro, que não encontrei no outro, que me fizeram dar tal nota e eu vou falar mais sobre eles agora.

Achei que umas peças não se encaixaram bem durante o desenvolvimento da história e, principalmente, do grande plano criado pelos personagens em prol de se livrar da máfia russa. Não posso entrar em detalhes para não dar spoiler, mas senti que fiquei bem confusa algumas vezes – mesmo voltando para ler novamente as páginas – e, em outras, achei bem bizarro umas situações, mas até relevei, se tratando da história de Mina, é quase compreensível. Outro ponto que me incomodou um pouco foi que, no primeiro livro, deixei bem claro que não senti que havia páginas a mais, com esse foi diferente. Eu sei que é chato fazer comparações, mas é impossível, já que é uma continuação do primeiro volume. Nesse volume, percebi cenas desnecessárias, feitas apenas para “acumular” tempo enquanto outra situação acontecia em segundo plano e que deveria estar em primeiro. Ou seja, uma cena substituiu outra enquanto o que mais queria era saber da outra cena, que era a mais interessante.

Um ponto importante e que gerou boas expectativas foi de a autora ter criado todo um cenário para os personagens secundários mais importantes, como o Zahner, a Lexa e o Sven, deixando um ponto de interrogação em nossa cabeça e uma curiosidade gostosa para conhecer mais sobre eles. Espero que a Ju siga o rumo de suas próprias evidências e nos conte a história deles também. Ansiosa!

Conclusão

Vamos à pergunta que não quer calar: Recomendo?

Sim, gente e muito! Eu amei o primeiro livro, devorei rapidamente e, embora tenha sido um pouco diferente com esse, não deixei de gostar! Jamais. Adorei o fim que a Ju escolheu para os personagens e tudo o mais, inclusive aos que ficaram em aberto (que espero livrinho, hahaha).

No mais, a duologia (por enquanto duo) é muito divertida! Dá pra ler muito rápido e é muito envolvente. Tem sexo, gente? TEM MUITA COISA. Mas não é aquela coisa melosa e chata, repetitiva, sabe? Pelo menos não achei. Os cenários são tão inusitados que é impossível achar repetitivo. No fundo, você acha bastante louco! Hehe.

Recomendo muito para quem ama Hot e romance, mas também para quem ama romance que foge do clichê, amorzinho, de sempre. Esse é totalmente inusitado e engraçado!

Citações importantes

“Era errado. Tudo errado. O modo, a intensidade, o ritmo, o homem.”

“Se alguém parasse para me estudar, perceberia que eu não faço sentido. Até eu canso a mim mesma, às vezes.”

“A vida era uma coisa tão fugaz. Os problemas da vida eram imensos e eu me senti despreparada e desprotegida. Quando dei por mim, estava de pé.”

“Minha vida era uma montanha-russa e eu já tinha dado tantas voltas que ficar de cabeça para baixo mais uma vez não ia me fazer vomitar.”

“(...) nunca se pode voltar para casa. Não de verdade. Ou sua casa mudou, ou quem mudou foi você. De um jeito ou de outro, nunca há retorno.”

“Não havia decote a ser exibido, não havia abertura na saia que comprometesse a integridade das coxas. Ela era o símbolo da pureza com um gosto incompreensível por sacanagem.”

“(...) ao se deparar com um problema, a melhor coisa que se pode fazer é a coisa certa. A segunda melhor coisa que se pode fazer é a coisa errada. E a pior coisa que se pode fazer é não fazer nada.”

“Não é difícil morrer nessa vida, é o que Maiakóvski diria, viver é muito mais difícil.”

“Situações horríveis mostram o que as pessoas têm por dentro.”

“Vivi minha vida toda um dia de cada vez. Mina foi a primeira pessoa na minha vida que me fez querer pensar em termo de “anos”.”

“Vou te amar porque, sem você, eu teria passado minha vida inteira alheio a mim mesmo. Vou te amar porque foi você quem me acordou.”

“Sexo faz uma coisa bizarra com uma parte específica do seu cérebro responsável pela comunicação. O sangue desce para irrigar suas terminações nervosas e o metabolismo do cérebro é diminuído a um ritmo digno de uma lesma indecisa.”

Nota da leitura:

Um comentário:

  1. Os protagonista deste livro não me chamam a atenção, por isso acho que não me interesso pelos livros.
    Acho o romance dele meio clichê. Posso me surpreender, mas por enquanto não me agrada tanto.
    Magia é Sonhar

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