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Coisas que a gente descobre após os vinte e poucos


Sabe quando a gente se sente dentro de um filme? Desses da sessão da tarde, sem direito a pipoca, mas com um tédio angustiante. Ou até mesmo desses que passam “tarde da noite”, sem sequer se darem conta que não existe diferença para quem passa a noite inteira acordado. Mas, quer saber de uma coisa? De início, eu gostava do filme, sei lá, achava que fosse ter um final bonito e tal. Essas coisas que a gente sempre espera no final de cada filme que mais parece um conto de fadas. E aí eu esperava e encenava diversas vezes na mente quem ficaria com quem, mas, sabe, o que eu não sabia era que eu não ficaria com alguém.
A mocinha não se perdeu pelos olhos do garanhão.
É, vai ver não éramos mesmo um filme. Ou, pela primeira vez na vida, assisti a algo que desse lugar a um tiquinho de realidade de que as coisas mais belas também podem e vão chegar ao fim. E, claro, não adianta a gente espernear, como bem já sabemos. Não adianta também desligar a TV com raiva dos protagonistas que não encenaram as cenas que você montou sozinho, perdido na escuridão da ilusão de que os dias bons duram para sempre, mesmo chegando ao fim.
Mas parece que não duram tanto assim, não é mesmo?
Sabe quando você tem a certeza absoluta de que não tem mais certeza de nada? Isso só garante que sua fase dos vinte e poucos chegou. Não vou oferecer minhas condolências, por pura sinceridade: todos nós devemos chegar. E se você chegou nesse estado antes dos vinte e poucos, não lamente, tem mais experiência que todos nós, vai por mim. O problema é que tomamos um choque de realidade e, por isso sim, eu lhe ofereço minhas condolências. Quando a gente cresce, perde a ilusão de que a vida adulta ainda pode ser como nos contos de fadas. E, tá, posso estar sendo muito gentil dizendo apenas essa frase bonita com ar poético, mas a verdade vai ser escrita agora: a vida é uma merda se a gente aceita que ela seja.
Ah, mas aí está a parte boa dos vinte e poucos: a gente passa a não aceitar menos do que dá duro para ter.
Pois é, caro leitor, crescer talvez seja apenas isso: dar duro na vida. Mas, quer saber? Pode ser tudo aquilo que quisermos, então, na boa, não espere que lhe entregue um roteiro pronto ou um Manual de Como Ser Adulto, tá legal? E se te entregarem um, rasgue. Você chegou aos vinte e poucos? Ótimo, vai viver e as outras fases vão chegar como num passe de mágicas. E lá vamos nós tocar na magia novamente. Fazemos isso só porque nunca nos livraremos do encanto de criar expectativas e um toque mágico dentro de nós. É que podemos crescer o quanto for, ainda assim teremos nossa alma de criança que sempre acreditou dentro de nós. Viva e reluzindo o seu melhor sorriso.
Ora, seja sua alma agora. Seja ela quando quiser. E o melhor de tudo, como bem quiser. Mas, promete que vai ser feliz?

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