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#Resenha: Ruído Branco – Ana Carolina (Editora Planeta)


     Título: Ruído Branco
Autora: Ana Carolina
Editora: Planeta de Livros Brasil
Ano de publicação: 2016
Nota: 5/5
Mais informação: Aqui
O conteúdo
O livro contém: Poesia, Prosa, Poesia musicada e escritos de um caderninho (que são poesias escritas entre 11 e 12 anos).
Esse é o tipo de livro que você pode ler de várias formas: ler um pouco hoje, amanhã mais um pouco e assim vai; ler uma página por dia; ler mais que uma página por dia ou lê-lo inteirinho em menos de oito horas, assim como eu.
O livro é uma estrutura incrível do profundo da alma da cantora/autora Ana carolina, então, se você também é fã dessa diva, saiba que se sentirá totalmente em casa. Sabe quando a gente se sente em casa na casa dos outros? Senti a mesma sensação, porque fui bem tratada por suas palavras e foi muito reconfortante.
Sério, o livro me surpreendeu muito! Uma coisa de louco!
Estou até agora estonteada por suas poesias tão geniais e tocantes, sua forma de escrita, seu jeito de falar da vida, da alma, do amor. É uma mistura de sensações, porque o livro te leva e traz à realidade instantaneamente sem que a gente perceba. Não é um livro comum, não dá pra largar simplesmente, porque você sente como se sua alma estivesse sendo fotografada a cada virar de página. Senti-me nua muitas vezes, completamente com a alma despida.
O que quero dizer é que não tem como não se identificar com as escrituras desse livro. Você vai sentir seu peito se rasgar de vez em quando, em outras vai suspirar, vai sorrir levemente como se alguém tivesse lido sua mente e também vai ficar com saudade, com vontades secretas incomodando e aliviada por não estar sozinha nessa história toda.
Enfim, o livro fala sobre tudo, de forma poética, romantizada, musicada, realista e até mesmo crítica, mas sem dar aquele soco na nossa cara. Sabe aquele tapa na cara que não machuca mas incomoda internamente? Não é uma ferida que vai causar transtornos, mas vai te deixar encabulada por alguns dias.
Reunindo sua melhor forma de mostrar a alma, Ana Carolina se expõe em suas linhas melódicas e abre a porta da sua casa para que possamos nos aconchegar em seus sentimentos mais profundos, mas, de alguma forma, nos faz desvendar nosso lado misterioso também.
Capa, escrita e detalhes
A capa é composta pela imagem, claro, da AC, porém com toque misterioso em sua pose que eu não sei nem como interpretar. É algo simples, mas notório de evidenciar alguma coisa que a gente quer descobrir, sabe? Por isso, eu gostei, achei bem a cara do livro, depois que o li.
A escrita é incrível, como já disse várias vezes aqui. E os detalhes do livro te ganham logo assim que o abre, porque, sério, a Planeta simplesmente arrasou nessa edição! Chocada com a singularidade do livro inteiro, cada detalhe, cada página, cada foto, a cor do livro, tudinho formou uma composição linda e aconchegante.
Conclusão
Então, acho que todo mundo já percebeu que eu amei o livro, né?
Para quem pensa que se trata de um livro de autobiografia, saiba que pode até ser considerado assim, mas não é a biografia da vida da AC, mas sim da alma dela. E quem é fã, vai se sentir parte da autora/cantora!
A alma da Ana Carolina manda nudez o tempo inteiro nessas páginas! E a gente pega carona.
Desculpem ter falado tanto e, no final, ter falado nada, mas é que esse é o tipo de livro que não se encontra palavras que possam descrever.
Recomendo muitíssimo! Principalmente, para quem é fã dela como cantora, porque vai virar fã como autora também! E para quem ama poesias, prosas e conversas entre o mundo de dentro e o de fora.
Citações
“De novo me reinvento
Me despeço do passado
Sou um arrependimento
Passos no escuro
O escuro tem outro escuro dentro”

“Olho minha foto no passaporte
Eu não sou aquela mulher na primeira folha
Me procuro nas folhas seguintes
e também não estou
Não sei onde me dei um fim
Fiquei em algum lugar distante
E nunca mais voltei a mim”

“Minha dor é seca
choro pra dentro
Meu choro é infiltração”

“Telefone Fixo
Não atende os meus desejos
e ainda tira meu coração do gancho”

“No meu pensamento consigo, sempre que quero, desmontar o relógio da sala de meus avós que descansam na velha fotografia, mas nunca consegui voltar os ponteiros a ponto de acordá-los.”
Nota: 5 / 5

2 comentários:

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