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Não faço questão da perfeição


Olhe em meus olhos e veja se estou me preocupando com a perfeição. Olhe ao seu redor e veja se há resquícios dela por aí. Há pessoas atrás dela, feito loucas, que não conseguem pensar em mais nada. Eu penso em muitas coisas, vejo tantas outras, sinto muito, mas nada do que vejo é perfeito. Não há perfeição em meu mundo defeituoso e, queira você ou não, eu nasci para ser assim: uma metamorfose que muda o tempo inteiro, mas que nunca estará preparada o bastante para ser ela mesma. Só que tô aqui, cara. Tô tentando, sabe? Faço questão de continuar buscando ser quem sonho um dia ser, mas, a real? Não quero ser perfeita pra você.
Nem pra ninguém.
Quero ser aquela que pula as dores como quem pula corda. Que acorda com o mal humor danado de todo dia, mas que não deixa de notar as flores pela janela e sorrir. Ou que faz de tudo para ser simples e acaba explanando a extravagância da alma. Quero ser útil no mundo, não um par de pernas ambulante sem saber para onde vai. Desejo o destino que prescrevo em sonhos, mas aceito ser surpreendida com mais, nunca com menos. É o que quero, rapaz. Não faço questão de ser compreendida também, não desejo fazer sentido, mas ser sentida.
Porque não quero apenas ter, quero ser. Ir além de tudo aquilo que vejo brotar ao meu redor, em pessoas que têm as vistas tapadas para o amanhã. Quero ser forte como o vento, mas não derrubar tudo por onde passar, porque quero ser brisa, deixar um pouquinho do que sou em cada lugar. E também carregar um pouquinho de cada lugar comigo. Assim vou virando quem sou e nunca pensei que poderia ser. Porque a gente deseja várias coisas, mas nunca sabe o que vai ter. E, pior ainda, o que vai se tornar. Quero me tornar tudo, meu bem, menos a perfeição.
Tenho defeitos entediantes, mas que me fazem ser única. Você vai encontrar por aí milhões de outras pessoas, mas saiba que nenhuma delas será perfeita. Porque são nossas imperfeições que nos fazem ser quem somos também. E é onde a gente percebe que o amor mora, na imperfeição, naquilo que é preciso superar, buscar além de, e não para quê. Caso não queira reconhecer meus defeitos e aceitá-los, sinto muito, mas a porta está aberta para quando quiser passar por ela e ir. Não obrigo quem quer voar em busca da perfeição a ficar no chão tempestuoso comigo.
Tenho um lado obscuro no meu mundo de dentro e é lá que moro, é lá que vivo. Quando estou atuando aqui no mundo de fora, sou aquilo que me permito ser. Sou limites e obrigações. Mas, vez ou outra, o mundo de dentro explode e inunda o de fora de forma que eu não sei controlar, essa sou eu de verdade. E, se quer mesmo saber, faço questão de ser assim. Não peço desculpas por ser quem sou, peço desculpas por meus erros. Quem sou pede desculpas por não poder ser o lado verdadeiro sempre e, talvez por isso, te fazer desconhecer quem mora aqui dentro que, vez ou outra, perambula pelo lado de fora.

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