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#Resenha: Enquanto eu te esquecia - Jennie Shortridge Por Editora Gente (Única)

Nome: Enquanto eu te esquecia
Autor: Jennie Shortridge
Editora: Única
Páginas: 382
Ano de publicação: 2014 (4ª tiragem)
Onde comprar: Amazon  *  Submarino   *  Americanas  *  Extra
Gosta de uma história instigante? Com um romance não clichê? Com histórias de superação? Então esse livro foi feito para você.
A História
Lucie é encontrada, misteriosamente, nas águas geladas da Baía de São Francisco e não se lembra de quem é e nem como foi parar ali. Acaba sendo levada para uma clínica psiquiátrica, onde recebe algum tratamento e é diagnosticada com uma amnésia rara, até ser encontrada por quem diz ser seu noivo. Grady descobre onde sua futura mulher está e, desesperado, vai ao seu encontro, mas quando chega lá encontra uma Lucie completamente diferente da Lucie que ele conhecia.
Agora, essa Lucie precisa saber quem era, sua história de vida e com foi que chegou a esse ponto, mas será que Grady pode ajudá-la? E será que ele quer lhe contar o que aconteceu no último dia em que ele a viu? Aos poucos, Lucie vai descobrindo a pessoa fria e egoísta que era; com uma personalidade controladora que mantinha segredos sobre sua infância do próprio futuro marido. Como será que ela reage ao perceber que talvez não queira ser a velha Lucie novamente? E Grady, que amava a velha Lucie, agora terá de lidar com essa completa desconhecida. Segredos e confissões surgem, acontecimentos e lembranças estarão no auge do controle dessas duas vidas, e a pergunta que não quer calar é: o amor sobreviverá?
Personagens principais
A nova Lucie não tem memórias. Não tem mágoas, rancores e nem motivos aparentes para ficar triste. É quase um alívio, não fosse pelo fato dela se sentir tremendamente vazia. É amável, com fala mansa e generosa. Não gosta de roupas extravagantes e que chame atenção. É educada e tende a ser sociável com todos que encontra.
A velha Lucie é fria e calculista. Ambiciosa e controladora. Tudo deve ser do seu jeito. Com seu guarda-roupa impecável, projetado em roupas chiques e extravagantes, ela vive seu mundo, guarda seus segredos e não está nem aí para quem está em sua volta, claro, com exceção de Grady.
Grady é nadador. Tem um filho que não mantém contato, porém é um homem trabalhador, honesto, focado, respeitador e completamente diferente da velha Lucie, enquanto ela prefere coisas caras, ele prefere as confortáveis. É um homem bonito, com semelhanças indígenas, com um corpo atleta e de boa índole. Criado por uma família meio louca, mas adorável.
Os personagens são bem construídos, apesar de eu ter sentido falta de saber mais sobre o próprio Grady. Lucie é uma caixinha de surpresa e a cada página queremos devorá-la para saber quem ela realmente era.
Personagens secundários
Helen é a tia de Lucie e aparentemente única parente mais próxima. É uma mulher já de idade, com problemas de saúde aparentes que mora sozinha e trabalha em dois lugares. Não sabemos muito sobre a personalidade de Helen, apenas que ela foi quem fez parte da infância de Lucie, no entanto, Grady insiste em afirmar que Lucie a odeia. Mas Helen se mostra uma boa pessoa que, agora que descobriu o que aconteceu com a sobrinha, quer encontrá-la novamente.
A família de Grady é composta por várias mulheres – que realmente não lembro quantas, sete? – e ele é o único homem da casa, por isso é tratado com mais cuidado por todas.
Capa, escrita e detalhes
A capa é bonita. Achei um pouco morna, mas alcança, depois que você entende a história, uma relação com o enredo. A personagem da capa realmente parece com a Lucie e achei isso legal, diferente de alguns livros que descrevem um personagem e a capa mostra outro completamente oposto. De fato, não é uma capa de tirar o fôlego, porém com certeza eu compraria o livro só por ela.
A escrita é simples e fluída. O livro é escrito em terceira pessoa, mas tem algo que gostei muito: ele é contado, em terceira pessoa, pela perspectiva de três personagens, que são eles a Lucie, a Helen e o Grady. Achei isso bem legal, já que a maioria dos livros que conta com a perspectiva dos personagens, é em primeira pessoa. Com uma escrita fácil, lê-se o livro muito rápido.
Conclusão
A história é muito boa e instigante. O livro te prende desde o início, pois tem a mesma pegada de praticamente todos os livros, a questão de segredos do passado e tudo o mais. Mas o que mais me deixou intrigou foi a questão de saber quem era a velha Lucie e o motivo que a levou ser daquele jeito. E, principalmente, por que ela odiava a Helen – que não parecia ser um monstro – e o motivo de ter ido parar em São Francisco. E claro, o que de tão sério aconteceu para que ela perdesse a memória bruscamente. São várias questões que te fazem manter os olhos bem abertos e a leitura em dia, porque você se pega imaginando vários finais e no final...
Então, o final. Foi o que menos gostei no livro, sinceramente. Sem cometer spoiler aqui, mas o final te deixa com várias perguntas. Não foi um final horrível. Não foi um final sem sentido. Mas foi um final interrogativo. Um final em aberto. Sabe quando você desenrola a história e agora que já sabe sobre praticamente tudo, começa a pensar em como aquilo vai chegar ao fim? E é aí que você se faz perguntas: como fulano fica nisso tudo? E aquela parte de cicrano? Ah, mas ainda tem aquela história lá com beltrano, cadê? Cadê?
Uma dica: não se faça muitas perguntas.
Mas, enfim, eu gostei bastante do livro e recomendo muito mesmo. Porque é um livro leve e ao mesmo tempo intrigante, que dá pra ler rápido e não odiá-lo no final, apesar do final que te deixa com uma pulga atrás da orelha. Fiquei me perguntando se teria a continuação. Porque daria para ter uma boa continuação.
Citações importantes
“Só porque quis ficar lá debaixo d’água naquele dia maldito, elas sempre o veriam como fraco demais para sobreviver por conta própria. Não entendiam nada. Não sabiam como era preciso ser forte para ficar lá embaixo, nas profundezas.”
“(...) um bando de gente passa por um monte de merda pesada, mas não apagam a vida por causa disso. Eu e você também não tivemos uma vida das mais fáceis. Você simplesmente não abandona alguém que ama.”
“A vida escancarava-se à sua frente, com possibilidades e um espaço em branco que não sabia como preencher.”
“Nem tudo que parece um mistério na vida vem de uma lembrança perdida. A vida é cheia de coisas que não conseguimos compreender;”
Nota: 4/5


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