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Por trás da janela



Há momentos em nossas vidas que acabamos nos limitando a tanto sem perceber. Há tantas perguntas sem respostas procurando fazer algum sentindo. Tanto sentido procurando ser uma resposta. Há tantas palavras soltas pelos arredores que nos sondam, e mesmo assim ainda há tanto silêncio entre nós. Muitos sorriem como se não tivessem problemas, e mesmo assim parecem tão infelizes. Muitos zombam das dores alheias, mas sabem que dentro de si, também dói. Olhares se cruzam denominando medo, estranheza e individualidade ao extremo, mas o que há de tão desigual na estrutura dos seres humanos? 

Mãos não se tocam sequer em um ato de cumprimentar. Sequer em um ato de ajudar, de estender um braço e segurar alguém de um simples tombo. Pessoas se enterram em sua própria alienação e ficam por lá dias, anos, décadas. Mal colocam a ponta da orelha para fora da janela para encontrar outros seres sobreviventes como si. Passam horas se martirizando por erros, por dores. Há quem vive de pé na estrada atrás de um possível sonho, e também há aqueles que não fazem nada para chegar aonde um dia sonharam. E isso não é de compreensão, não é de se aceitar, ou pelo menos não deveria ser. 

Pessoas não se conhecem mais, porém a vida de cada um vive em alto grau das conversas pelos cantos. Não há mais respeito pelo outro, pelo vovô que quer – com dificuldade – atravessar a rua, pela senhora que fica em pé quase caindo no ônibus e ninguém dá lugar – mesmo que o lugar seja reservado para ela. É chocante vê a forma de como levamos a vida, como se cada um fosse feito de um jeito diferente. Prezamos tanto pela igualdade, mas não nos tratamos entre si por igual. O ser humano é explosivo e tem gente que não sabe como controlar.

Estamos todos no mesmo barco, seguindo nossas vidas e tentando sermos melhores. Estamos todos na luta pelas mesmas coisas, pela felicidade, paz, conquistas e sucesso. De fato, somos feitos de determinações e sobrevivências a esse mundão de obstáculos árduos e seletivos. Estamos nos garantindo um novo dia a cada dia. Um novo ano, a cada mês de dezembro. Mas nossas histórias são sempre as mesmas, os rótulos não mudam. A busca nunca termina, sempre continua. Subsiste. Para prorrogar a vida e almejar sonhos, não é preciso pisar em quem estiver à sua frente, ao lado, atrás, basta merecer, basta conquistar. Nós temos as armas em nossas mãos e elas não tiram vidas, constroem vínculos aos sonhos. Somos tão adaptáveis que nunca deveríamos pensar em desistir de ir à luta, mas saber que mais que vencer de qualquer forma, é conquistar, por puro mérito.
- Sâmela Faria




4 comentários:

  1. Que texto maravilhoso. Concordo plenamente, as pessoas estão se tornando cada vez mais egoísta, se importando apenas com si própria e esquecendo o irmão ao lado. Belas paravras!!!

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    1. É verdade. Muito obrigada!!
      Volte sempre!
      Beijos ♡

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  2. Seu texto me fez pensar muito sobre o egocentrismo que, ultimamente, está até ME afetando. É complicado. É algo relacionado a tocar sem querer sentir, algo vazio que só existe por existir. Adorei o texto, como sempre né, ainda preciso repetir? AHAHAHA
    ♥♥♥♥♥♥♥♥

    http://listadasnuvens.blogspot.com/

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    1. Ah, muito obrigada! Gosto mesmo é de saber que com palavras faço as pessoas pensarem!
      Volte sempre!! ♡

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