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Dias cinzentos



Anda nevando aqui dentro ultimamente, tem sentido? Não sei onde foi parar aquela ânsia em contar as estrelas no fim da noite. Não vejo mais o carteiro gritar bem cedo, deixando-me notificações do mundo a fora. Ah é, o uso da internet praticamente substituiu isso faz tempo, acho que estou meio que sonâmbula por aí faz décadas e ninguém percebeu. Faço doce pra conseguir o que quero, sendo que na maioria das vezes quem sempre se ajusta na saia justa, sou eu mesma e apenas. Gosto do gosto avassalador de correr contra as hipóteses negativas perante minhas escolhas. Anda ventando aqui também, percebeu?

Nem adianta fechar as janelas, o vento já tomou tudo por aqui. Derrubou minhas manias de por tudo no lugar, mesmo eu não estando errada. Isso é qualificativo não é? Sou redimida a essas crises momentâneas, comigo já está quase extinto. Afinal, o que ganha o coração que esperneia dizendo sempre que não, mas no fundo, bem lá no fundo, esconde o maior desejo aflorante na pele? Já me rendi. Não posso mais esconder o riso, só porque estamos em público, eu achei graça, qual problema de sorrir? Diferente de deboche sociedade, eu digo. Sou contra essa tarefa inconveniente de uma série de não a fazeres. Somos livres, livremente livres para andar por aí achando que sabemos tudo e que na verdade não estamos sabendo mais nada. 

Essa é a grande verdade encubada na população, todos acham que sabe, mas no fim não sabem da onde veio e muitos menos o motivo. Estamos condenados à aprender, mas não adianta se esparramar dizendo que não lhe cabe essa primeira parte que acabei de dizer. Agora tá frio demais, sente? Onde estão minhas seguranças sobre o universo? Engoli meu orgulho sem perceber e nunca mais ouvi falar dele. Inclusive, outro dia senti até saudades. Mas a gente sabe quando as coisas chegam ao limite não é mesmo? E por que não se adequar ao seu próprio padrão de mudanças? Logo eu que não aceitava reservas de defeitos em mim. Procurei me reinventar e olha o que acabei descobrindo, é exatamente assim que eu sou, mas parecia que não conseguia desentulhar. 

Dias cinzas chegam para nos fazer pensar mais na lamentável vida que se leva quando as coisas não estão indo muito bem. Não que isso tenha um culpado, até porque não existem dias iluminados sem que você refaça suas forças e mais uma vez siga em frente. É até chato viver repetindo isso para as pessoas, mas não existe próximo passo diferente. Sempre que puder parar e refazer seu próprio guia intelectual, faça. Nada garante melhor suas escolhas do que seguir seu próprio coração, mesmo que para isso você precise dizer um “Não” ou talvez “Sim”, de qualquer forma, é sempre bom se permitir e enfrentar novas possibilidades perante essa moradia de vida. Seja meio cinzento vez em quando, e enquanto a fumaça desaparece, repense seu esboço vital. Ah, e o que não estiver sendo aproveitado, elimine, é melhor andar leve do que com bagagens imprestáveis. 
-Sâmela Estéfany

2 comentários:

  1. lindo texto, aliás você sempre arrasa *-*
    adorei a parte .. 'Ah, e o que não estiver sendo aproveitado, elimine, é melhor andar leve do que com bagagens imprestáveis. ' é bem assim mesmo! (:

    www.amoorarosa.blogspot.com.br

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  2. Muito obrigada Graziela, você sempre gentil!!
    Volte sempre flor :D

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