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O amor de poucos dias que você criou



Não durou muito tempo. Posso chamar aquilo de “tempo”? No momento em que eu menos queria alguém, esbarrei em você e foi a partir dali que decidiu me tirar a paz. E tirou. Agora eu nem sei mais por onde essa bendita anda, deve estar contigo por aí, já que está tão bem de vida. Eu gosto de ouvir dizer que está bem, mas confesso que preferiria saber que está mal, sabe aquele mal todo que você me fez soluçar? Ainda pior.



Ainda lembro de você. Dos beijos. Abraços e juras de amor. E daquele para sempre que tanto falou. Fez tanto e por fim, não restou nada. E é nesse nada que eu me prendo até hoje, foi o que você me deixou de brinde, por eu ter sido tão idiota a ponto de acreditar novamente no amor. Ainda sinto seu perfume pairando pelos cantos da casa. E ouço sua voz, quando atendo o celular, mesmo sabendo que não há de ser você mais.



Um turbilhão de dúvidas ficou perante toda aquela história “nossa” que você mesmo criou. Sim, eu deixei e ainda atuei como principal protagonista disso tudo. Você foi um ótimo artista. Confesso que jamais fiquei ao lado de um ser tão profissional assim, inadmissível a Rede Globo não ter te encontrado. Um tremendo cara de pau seguido do disfarce mais brilhante que realmente ninguém perceberia, até mesmo eu.



Ganhou meu coração em poucos, repito poucos dias. Não me lembro nem qual foi a última vez que me entreguei definitivamente assim para alguém. Aí, você resolve me tirar o fôlego e logo “tapar minha respiração”, sufocando-me. Quase não respirei de tanto que chorei. Foi difícil, eu assumo. Corri contra o vento para ver se eu poderia voltar atrás. Já era tarde, tarde demais.



O que restou foram apenas vestígios. Marcas de algo que poderia dar em alguma coisa. E logo eu que nunca fui de levar muita fé em relacionamentos, sempre me faltou expectativas, talvez por já ter tido demais nessa vida. Entretanto, acreditei naquele romance que você inventou e me fez assistir junto à você. Acreditar era mais improvável, mas eu cai na sua. E quem é que nunca ralou o joelho? O coração? 



Mesmo com todo espinho que me deixou, ainda desejo-te um mar de rosas. Na verdade eu desejo que você nunca sinta tudo que me fez sentir até aqueles seus últimos indícios de Adeus. Cuidado para não afundar-se. Pessoas do seu tipo, costuma não saber exatamente que caminho seguir e acaba perdido, sem rumo. Mas, a vida não nos dá a opção de replay, não é mesmo?!



 E agora que você jogou essa tempestade de água fria em cima do nosso amor de pouco tempo, eu apaguei. Não existe mais chamas suas em mim. Não tem mais aquele blábláblá de que tudo vai ficar bem e de que se for para ser meu será, chega. A humanidade sofre a anos com esse papo furado, e eu nunca ouvi falar que casos assim como o nosso se concretizaram em algo produtivo. 



Parei de correr atrás do que não me serve mais. Chega uma hora que a gente cansa e percebe que não vale a pena continuar buscando por aquilo que não sai do lugar, que não tem estrada para seguir. Vou atrás da minha felicidade e lutar para que ela seja diferente da que você me ofereceu. Já que essa está dispensada.
-Sâmela Estéfany 
Obs.: Não são todos os textos que escrevo que coincidem com a minha realidade própria. Portanto, não escrevo apenas sobre mim, sobre minha vida amorosa e minha identidade. Gosto de citar outras histórias, diferentes das que eu vivo, como esse texto postado acima.

2 comentários:

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