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Eu deveria amar um pouco menos você



 É muito amor. Amor demais para uma pessoa que talvez não saiba lidar com isso. É amor demais por alguém que não sabe cuidar. É importância demais para um sujeito nem tão importante assim. Eu queria mesmo, amar um pouco menos você. E mesmo que você mereça eu devia te amar menos, muito menos... Um quase nada.


Você é o tipo de ser que em um simples gesto, me ganha. Com uma descomplicada palhaçada, tira-me um grande sorriso. E um olhar seu, estremece até as veias e artérias do coração. Que com uma inteligível palavra, faz palpitar meu interior, numa sensação supostamente dita e denominada “amor”.


O diferencial cobria-te como uma perfeita roupa. Até o momento que você a desvestiu e só com um sopro destruiu o que foi criado por ti aqui dentro. O gelo subiu-me até a cabeça e o choro não mais saiu. A noite virou dia de um jeito inadmissível e o sono foi expulso por meu corpo dilacerado. Senti o frio tocar-me, percebi que eu não mais sorria e que talvez, não mais voltaria a sorrir.


 O sol demorou aparecer, visitou-me bem mais cedo do que devia hoje. A janela do meu quarto estava fechada, entretanto parecia que o vento assuava ali, retirando as mais profundas lágrimas que os olhos podem despejar.  Ouvia você dizer aquele ensaio desperdiçado de palavras tão dolorosas novamente. E vivia tudo de novo, do início ao fim, mesmo que incerto.


Sinto que acabou. Acabou aquele rapaz que quase nunca falava e que sorria somente quando necessário, apesar de achar graça em tudo. Chegou ao fim, o rapaz do sorriso mais lindo do mundo e das palhaçadas mais sem graça. Acabou-se o que restou em você e eu jurei ser o seu melhor. Foi-se por água a baixo, aquela sensação maravilhosa de te ter ao lado. Acabou.


Não é fácil aceitar o fim, mesmo que esse fim retribua a um novo começo. O meio insubstituível dessa história toda, junta meus cacos e faz-me alegrar pelo fato de ter vivido tanta coisa boa ao seu lado. Você, que eu tanto quis um dia, que eu tanto desejei a vida toda. Foi-se embora e levou consigo meu sorriso. Este que por fim, foi arrancado à força, deixando um longo buraco no canto da boca.


Entre todas estas coisas, sinto-me mais aliviada que com ódio. Eu sempre busco o verdadeiro motivo das coisas e mesmo que este tenha demorado tanto a chegar, mesmo que ele tenha “quase” não chegado, mesmo ele ter me deixado viver tudo como se nada estivesse acontecido, recompus-me e agora sinto embrandecida. Aliviada. O peso que deixava meu coração angustiado, finalmente saiu. E eu devo agradecer-te quanto á isso. Porque mesmo com toda sua dificuldade irrelevante, uma vez na vida, fez o certo. 


E hoje eu vejo o quanto eu devia amar-te menos, sabe aquele menos que quase não significa nada? É isso. E sabe qual o mal nessa tempestade toda? É que eu nunca soube nadar, ninguém nunca me ensinou o que fazer para subir até o edifício da felicidade novamente. E apesar da sujeirada toda que te cobre á alma e te deixa quase irreconhecível, eu continuo te amando. Enquanto eu devia não amar mais.
-Sâmela Estéfany 

4 comentários:

  1. Flor esses texto é seu? Se for, estas de parabéns pois é muito lindo e escreves muito bem! *-* Falei que iria voltar, virei sua fã e estou acompanhando aqui. Beijinhos e espero você lá no meu:

    http://calmaestouquasepronta.blogspot.com.br

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    1. Os que eu assino, são meus sim, ou seja a maioria né rs' Os que não são, eu sempre ponho o nome do autor! Muito obrigada floor, fico MEGA feliz em saber que gosta dos meus escritos, pode visitar quando quiser! Beijinhooos e passarei por lá com certeza! :D

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  2. Sâmela vc é do "Shakespeare-ando" não acredito ♥, li esse texto no grupo que eu criei hahaha , amei

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    1. Sou sim Kássya hahaha' É eu criei coragem para postá-lo lá, Obrigada flor! Volte sempre aqui viu?! Beijinhos ;)

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