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Reformei-me



Mudei.  Não consigo nem me lembrar de como eu era antes. Já não faço mais questão de comparar o meu progresso, não mesmo. Foi a partir do dia que me olhei no espelho de uma vitrine qualquer e vi outro alguém, um alguém que eu não queria ser, não mais. E como uma lagarta, tranquei-me, e só saí quando me transformei.

Feito uma borboleta decidi voar, libertei-me daquele mísero casulo que me prendeu por tantos anos. Vi a luz do dia, e percebi o quanto eu podia ser melhor o quanto eu podia prosperar dentro de mim mesma. Foi uma dura decisão, porém necessária. 

Ao ver meu desenvolvimento nitidamente estampado, não mais me reconheci. Eu precisava me explorar novamente e começar desde o início. Anotei minhas novas manias e certifiquei-me de que eu era alguém com províncias aprimoradas. Entretanto, eu continuava inalterável.

Aquela que ao ouvir uma única palavra rude, chorava. A que não aceitava desaforos da vida e nem nunca se limitava aos trancos e barrancos de seus passos tortos. Jogava-se de corpo e alma a qualquer tarefa que lhe parecia interessante. 

Aquela que sempre coube no menor sofá da sala e que não dormia de outra forma desde que não fosse embolada num canto da cama. A que jamais deixou um alguém na mão quando ouvia um “preciso de você”. E de seus modos e contratempos não conseguiu se livrar. A que toda vez que olhava para o céu, era em busca das estrelas. E que no decorrer de seu crescimento, permaneceu intacta, invariável.

Não mais sei voltar no tempo, não que eu faça questão. Deixei para trás tudo que um dia me fez mal e se eu olhar a minha volta, chegarei a conclusão de que preciso fazer essa limpeza novamente. Até hoje não acredito que eu pude adquirir tanta alternância assim. Entretanto, vejo o quanto evolui. Tudo na vida conclui-se em mudanças, não existe algo que jamais tenha passado por esse procedimento. Sim, eu faço parte dessa ladainha toda dita aqui, porque quando decidi que eu queria ser outra, logo me reformei.
E no fundo continuei a mesma, apesar de estar completamente diferente.
-Sâmela Estéfany

4 comentários:

  1. Ameei o texto, você escreve muito bem linda *--* beijos
    http://mdemineira.blogspot.com.br/

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    1. Muito obrigada amore!
      Volte sempre, beijoos!

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  2. Oi, Sâmela! (Que nome diferente! Adorei!)

    Passando para retribuir a visitinha lá no blog e, caramba, menina, como você escreve bem! Amei o textinho! Parabéns! *.*

    Um beijo,
    Inara
    [www.lerdormircomer.com.br]

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    Respostas
    1. Diferente né? Tem gente que estranha! rs'
      Muito obrigada flor, fico honrada em saber que gostou!
      Volte sempre viu?!
      Beijinhos :*

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